sábado, 25 de abril de 2009

Martinho da Vila lança disco especial no mercado português


Lisboa, 25 abr (Lusa) - O músico brasileiro Martinho da Vila lança segunda-feira no mercado português o álbum ao vivo "O Pequeno Burguês", resultado de um espetáculo de celebração de 40 anos de carreira e que deverá passar no verão por Portugal.

"Este é um disco como eu comecei a carreira, com aquela coisa do violão, do cavaquinho e do pandeiro. É uma conversa musicada, é todo assim acústico", descreveu Martinho da Vila em entrevista à Agência Lusa.

"O Pequeno Burguês" foi gravado em 2008 em espetáculos realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo, nos quais Martinho da Vila vai desenrolando o percurso da sua vida e cantando temas antigos, êxitos de carreira.

O álbum integra apenas um tema inédito, "Filosofia de Vida", que se junta aos emblemáticos "Menina Moça" e "Casa de Bamba", com os quais Martinho da Vila participou em duas edições do Festival da Canção nos anos 1960, além de "Pra que Dinheiro", "O Pequeno Burguês" e "Madrugada, Carnaval e Chuva".

"Eu nunca imaginei, nunca sonhei em ser um artista. Como compositor o que eu desejava era ter uma música gravada por um artista", recordou o músico carioca, de 71 anos.

O que Martinho da Vila tentou fazer com este álbum, que apresentará em julho em palcos portugueses, foi regressar às raízes, aos primeiros momentos de composição, partilhados num ambiente descontraído, entre amigos, "tirando umas notas do violão".

Martinho da Vila é um dos músicos brasileiros que mais discos vende no Brasil e um dos mais fervorosos sambistas da escola Vila Isabel, conta com vários prêmios e distinções, incluindo a de Comendador da República e a Ordem do Mérito Cultural.

Em quarenta anos de carreira, Martinho da Vila admite que viveu muitas mudanças na cena musical brasileira, mas o segredo para ficar em atividade foi manter-se atualizado "em todos os sentidos".

"O artista, ele deve tudo ao público e o que pode dar em troca é informação. O artista viaja muito, conhece muitas coisas, ele tem essa obrigação de passar informações", frisou o sambista, citando que tem sempre presente a memória dos grandes compositores e a tarefa de mostrar a cultura do Brasil.

De Portugal, país a que regressa com frequência, Martinho da Vila recorda os concertos nas cidades do interior, onde pensava ter pouco público e afinal "tinha gente demais", e os músicos com quem já trabalhou, como Kátia Guerreiro e Luís Represas, e de quem já gravou, como Carlos do Carmo.

No próximo mês, em 8 de maio, Martinho da Vila será homenageado na localidade onde nasceu, em Duas Barras, Rio de Janeiro, num espetáculo conduzido pela filha.

Fonte: UOL Música

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