A NOVA CRISTANDADE

Estamos vivendo um momento de aridez intelectual. Assombra-me a incapacidade dos que lideram a igreja em debater questões prementes de nosso tempo, ou por total falta de conhecimento, ou por total falta de comprometimento.

ASSOCIAÇÕES INTEGRANTES DO ECAD

A Assembleia Geral, formada pelas associações musicais, é responsável pela fixação dos preços e regras de cobrança e distribuição dos valores arrecadados.

PRINCIPAIS GRAVADORAS DO MERCADO BRASILEIRO

Aqui você encotrará valiosas informações sobre as principais gravadoras do mercado fonográfico brasileiro, como endereço, e-mail, site e telefone

FONES DE OUVIDO DEBAIXO DA ÁGUA

O "Audio Bone Aqua" é colocado nas orelhas e transmitem diretamente para o crânio as vibrações geradas pela música. Este sinal se propaga assim para o ouvido interno, sem que o tímpano entre em ação.

LEI TORNA ENSINO DE MÚSICA OBRIGATÓRIO NAS ESCOLAS

A música vai conquistar diversos espaços nas escolas públicas e particulares. Segundo especialistas, a aprovação da Lei nº 11.769, desde agosto de 2008, representa um chamado à formação mais humana dos educandos, em que se possibilita o desenvolvimento de habilidades motoras, de concentração, além da sensibilidade para a percepção estética, capacidade de análise e crítica e de respeito ao outro.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Entrevista - Gilberto Gil lança novo CD - FÉ NA FESTA

Gilberto Gil deixa a complexidade de lado no álbum Fé na festa, que traz no repertório 13 baiões e forrós, sendo nove inéditas
São Paulo - Aos 67 anos, Gilberto Gil quer diminuir e diminuir até se tornar um simples homem tocando seu tambor. Não se inspira mais em explicar as complexidades do mundo, cantar os dilemas da existência humana, impressionar a si e aos outros a cada disco. Seu primeiro passo pode ser o álbum que lança agora, Fé na festa.

São treze baiões e forrós cheios de segundas intenções juninas, nove deles inéditos. E novidade maior é a forma como trabalha agora. Gil, pela primeira vez, é patrocinado por uma empresa privada, a Natura, que bancou gravação, lançamento e turnê. O caminho, para ele, é irreversível. "Por uma gravadora isso não seria mais possível. A indústria está falida". Gil recebeu a reportagem na sede de sua produtora, a Gegê, ao lado da Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. E falou, às vezes mais simples, às vezes mais complexo.

Entrevista
"Quero terminar minha vida batendo um tambor"

Há dois anos você declarou que a composição não o fascinava mais. Seu disco vem com nove inéditas. O que houve?
O Seu Jorge me mostrou uma nova afinação no violão, diferente, e isso me desencadeou uma vontade imensa, uma busca juvenil. Essas composições são todas ingênuas, como de um menino que pega o violão pela primeira vez. Eu me sinto assim

Fé na festa é um disco para ouvir e dançar, sem precisar pensar muito. Isso é você hoje?
Sou eu. Estou me aproximando daquilo que declarei há muitos anos: quero terminar minha vida batendo um tambor. Aos 67 anos, estou chegando perto disso, diminuindo a preocupação em explicar minha complexidade.

E onde aprendeu isso?
Com as porradas.

No Ministério da Cultura, por exemplo?
Ah, muito, muitíssimo. Eu tive que passar quase seis anos ali na tensão, na cobrança. Eu praticamente não dormia. Costumo dizer que eram 24 horas de plantão ali, 'o que é? onde é? onde está o entrave? onde está o desgaste? onde está o perigo?, onde está a arapuca, onde está a armadilha'. Imagina isso o tempo todo.

E isso ensina o quê?
Ensina que ainda que você tome todos os cuidados com as cascas de banana, tem de deixar isso de lado. Isso é da vida. É como a música Não tenho medo da vida (do disco novo). Olha, isso que eu vou dizer é verdadeiro, não é simbólico não. Toda a vez que eu vejo um nó, me coloco diante dessa questão: será que eu vou conseguir desatá-lo? Será que eu terei habilidade suficiente? Então você aprende que não adianta, a vida vai sempre botar um nó na sua frente. É como dizia Caetano: o homem velho é o rei dos animais (risos). Outra coisa que Caetano diz: o homem que não morre envelhece.

E você não tem problema em envelhecer?
Eu não, eu tô vivo! (risos)

Música fica mais ou menos importante aos 68 anos?
Mais, porque ela deixa de ser importante. Não tem mais competição, exuberância, procura pelo extraordinário reconhecimento, essas coisas vão desaparecendo.

Essa história de lançar disco bancado por empresa parece ter virado uma espécie de caminho para a sobrevivência.
As gravadoras não têm mais condições de bancar o artista, estão descapitalizadas, aquele modelo entrou em colapso. A difusão pelo rádio também se diversificou. As gravadoras não impõem mais as agendas das rádios, o 'jabá' (dinheiro que emissoras recebiam para tocar certas músicas) está na encruzilhada.

Um dos dilemas da nova era será o preço das músicas. Quanto vale uma música?
A média mundial está em torno de R$ 2 por faixa.

Mas esse preço é justo? Quanto vale uma música de Luiz Gonzaga para você?
Não tem valor. Luiz Gonzaga pode valer R$ 200, R$ 500, R$ 1 mil. Um disco de coleção não tem preço. É como um quadro de Picasso.

E há ainda a corrente que defende a música de graça.
Acho que essa corrente precisa ser levada em consideração. Para isso, as parcerias com bancos, empresas telefônicas e outras empresas é fundamental. Se tenho minha produção financiada por alguém, posso dar minha música de graça. O que me custou produzir essas canções deste meu disco já foi pago. Meu interesse é que as canções cheguem ao consumidor, que elas sejam ouvidas, não que sejam vendidas.

O artista não vai querer ganhar mais dinheiro com isso?
Até pode querer, mas, digamos, Roberto Carlos. Se ele decide fazer um disco agora e três patrocinadores dão R$ 30 milhões para ele fazer o disco, isso é mais do que ele gasta e muito mais do que poderia arrecadar vendendo.

Mas aí você está falando de um Roberto Carlos.
Sim, no caso de um Roberto Carlos. No caso de um menino que está começando, R$ 1 milhão ou R$ 500 mil.

A saída para o artista é o mecenas, é isso.
Sim, uma espécie de mecenato, que pode vir do estado ou do seu próprio público. Vários grupos fizeram isso. Há um da Austrália que lançou um projeto de financiamento de seu disco pelos fãs. Eles arrecadaram U$S 2 milhões, gastaram US$ 500 mil na produção e foram remunerados com US$ 1,5 milhão que sobraram das contribuições dos fãs. São novas possibilidades O que está definido é que aquela questão do disco na loja que vai cobrir custo de toda uma cadeia liderada pela gravadora, esse modelo já foi. Os que vão chegar estão em experiência.

Como nada é de graça, você está sendo patrocinado pela Natura. O presidente da Natura, Guilherme Leal, se lançou como vice-presidente de Marina Silva, que pertence ao Partido Verde do qual você é filiado. As relações não começam a ficar perigosas?
Cada um vai definir em que medida se sujeita ao sistema e em que medida se mantém independente. Você tem artistas que são completamente submetidos ao sistema televisivo, por exemplo, e não é de agora, há muito tempo. Artistas que sujeitaram suas carreiras à presença permanente nos programas de televisão, programas de auditório, processos subsidiados pelo jabá. E outros não. Digamos que a Natura chegue para mim e diga 'nós só aceitamos continuar patrocinando você se você aceitar se alinhar ao presidente da Natura'. Cabe a mim dizer sim ou não.


FONTE - Julio Maria // Agência Estado

quarta-feira, 26 de maio de 2010

PEOPLE STRING! A REDE SOCIAL ONDE VOCÊ GANHA "$$$$" DE VERDADE!!

O QUE É A PEOPLE STRING?
A People String é o mais novo site de relacionamento e comunidades sociais semelhante às Redes Sociais Orkut e Facebook. Mas com um grande diferencial:
Enquanto outros sites de relacionamento faturam milhões de dólares em publicidade para si mesmos, a People String reparte 70% de seus lucros em publicidade com todos os seus usuários.

COMO FUNCIONA A PEOPLE STRING?
A People String funciona praticamente igual a qualquer outra rede social, mas com dois tipos de contas diferentes: Conta gratuita e Conta executiva.
1ª - Conta Gratuita:
Você realiza seu cadastro gratuitamente e passa a desfrutar de todos os benefícios que a People String oferece para todos os seus membros sem investir nenhum centavo. Como membro gratuito, você receberá 5% dos ganhos da sua rede em seu 1º nível e 2% dos ganhos da sua rede do 2º ao 6º nível.

2ª - Conta Executiva:
Na conta executiva você irá investir o valor de US$ 200 dólares a cada dois anos para desfrutar de todos os benefícios que a People String oferece para todos os seus membros, porém, com uma grande vantagem, seus ganhos serão bem maiores em relação ao membro de conta gratuita. Como membro executivo, você receberá 20% dos ganhos da sua rede em seu 1º nível e 6% dos ganhos da sua rede do 2º ao 6º nível.

Para entender melhor sobre o Plano de Ganhos da People String, assista à este vídeo:




Para se cadastrar na People String, clique neste banner:


COMO EU GANHO DINHEIRO NA PEOPLE STRING?
Na People String você ganha dinheiro por convidar novos membros(US$ 0,50 centavos de dólar por cada novo membro) através do seu link ou banner de divulgação e também por realizar algumas tarefas bem simples dentro do site. Realizando essas tarefas você ganha pontos( PP = PeoplePoints), que são convertidos em dinheiro. São elas:
1ª - Acessando o site da People String(10 PP);
2ª - Acessando seus e-mails dentro da People String(10 PP);
3ª - Realizando pesquisas no Google dentro da People String(10 PP);
4ª - Acessando a Loja Virtual da People String(10 PP);
5ª - Acessando o MailBox-CashBox da People String(10 PP)

Você ganha 50 PP acessando o site da People String a cada 6 horas e realizando essas tarefas. Veja no vídeo abaixo como realizar as tarefas e ganhar seus 50 PP:



Na People String você também ganha dinheiro e peoplepoints(pontos), quando você gira a Roleta da Sorte.
Quando você se cadastra na People String, você automaticamente recebe o direito de girar uma vez a Roleta da Sorte dentro do site da People String. Você pode ganhar até US$ 100 dólares ou 1000 Pontos(PP = PeoplePoins) cada vez que girar a roleta.
Você também tem direito à girar a Roleta da Sorte toda vez que um novo membro se cadastrar na People String através da sua página de indicação, com o limite máximo de 5 rodadas por dia. No vídeo abaixo, você verá como proceder para girar a Roleta da Sorte e ganhar seus bônus:



Na People String você também pode ganhar até 1000 PP(PeoplePoints) a cada 4 horas raspando a "Raspadinha da Sorte" da People String.










Para se cadastrar na People String, clique neste banner:


Nesta imagem você pode observar quantos dólares um membro brasileiro da People String ganhou em menos de um mês!













COMO A PEOPLE STRING PAGA À SEUS MEMBROS?
A People String paga à seus membros através do AlertPay.
Veja neste vídeo como abrir uma conta no AlertPay:


Crie agora mesmo a sua conta no AlertPay clicando neste banner:


ATENÇÃO: A People String não está mais realizando seus pagamentos pelo Paypal. Agora ela está usando o AlertPay como forma de pagamento para seus membros. Portanto, se você é membro da People String e ainda usa o Paypal para receber seus pagamentos, crie agora mesmo a sua conta no AlertPay clicando no banner acima e atualize seu e-mail AlertPay em seu escritório virtual da People String para receber seus pagamentos!

COMO EU ME CADASTRO NA PEOPLE STRING?
Para se cadastrar na People String, você precisa ser convidado por alguém. Neste caso, você é meu(a) convidado(a) à se cadastrar na People String.
Para se cadastrar na People String, clique neste banner:


Nas imagens abaixo estão todos os passos para você se guiar e realizar o seu cadastro na People String, portanto, siga-os corretamente.
1ºPasso: Na tela principal de cadastro, clique em "SIGN UP NOW".











2ºPasso: Escolha seu "LOGIN".














3º Passo: Escolha sua conta como "Gratuita" ou como "Executiva" onde os ganhos são maiores e bem mais rápido.



















4º Passo: Preencha o "FORMULÁRIO" com seus dados:
















5º Passo: Abra seu e-mail que você cadastrou e clique no "LINK DE CONFIRMAÇÃO" para ativar a sua conta.
ATENÇÃO: A People String reconhece e paga suas comissões em dinheiro somente para os membros que estiverem com sua conta ativa. Portanto, não se esqueça de ativar a sua conta! Clique no "link de confirmação" que será enviado para o seu e-mail após o seu cadastro!

Para se cadastrar na People String, clique neste banner:


PEOPLE STRING. A REDE SOCIAL ONDE VOCÊ É O DONO!

domingo, 23 de maio de 2010

Instrumentos - BANDONEÓN

O bandoneón é um instrumento musical de palhetas livres, semelhante a uma concertina, utilizado principalmente na Argentina, onde é o principal instrumento da orquestra de tango. O executante do bandoneón é chamado de bandoneonista.
O bandoneón foi inventado pelo músico alemão Heinrich Band (1821-1860). O nome original alemão bandonion refere-se ao sobrenome de Band. Foi criado para ser usado na música religiosa e na música popular alemã, em contraste à concertina, que era considerada um instrumento folclórico. Imigrantes alemães levaram, no início do século XX, o bandoneón para a Argentina, onde ele foi incorporado à música local .
O bandoneón produz o som a partir da vibração de palhetas de aço rebitadas em chapas de metal que podem ser zinco ou alumínio. Na execução do tango é preferível o instrumento com chapas de zinco pelo peso, que permite versatilidade no staccato típico da marcação do tango, bem como pela doçura tímbrica.
Há vários modelos de bandoneón e layouts de escalas, desde instrumentos com 52 botões (104 tons) até 78 tons ( 156 tons). O bandoneon pode ser bissonoro ou unissonoro (equivocadamente chamados de diatônico e cromático respectivamente) Não existe bandoneón diatônico pois isso equivale a instrumentos que estão construídos sobre duas escalas relativas, o que não é o caso do bandoneón bissonoro pois pode-se facilmente executar uma escala cromática completa com ambas as mãos.
Existem vários modelos unissonoros, também chamados equivocadamente de concertinas,e que correspondem a vários layouts diferentes, e.g.: Péguri, Kusserov, Manoury,... Há dois modelos bissonoros: o Reinische Tonlage de até 76 botões (152 tons) que se usa no tango e o Einheitsbandonion de até 76 botões ( 152 tons) que se usa na música alemã.
O bandoneón padrão do tango é o modelo Reinische tonlage de 71 botões (142 tons) com apenas duas chapas de zinco e afinação a 442Hz. Apesar disso, existem desde badoneões de estudo com apenas uma chapa por nota até bandoneões com quatro chapas. Os modelos diferentes do de duas chapas não são utilizados no tango por não terem o som caracterítico do instrumento, senão que mais bem soam como um acordeon.
O Brasil teve sua própria fábrica de bandoneões, a Danielson & Goettems, de Santa Rosa - RS. Esta fábrica produziu bandoneões desde meados da década de 50 até começos dos anos 80. Reabrindo posteriormente e fechando definitivamente nos anos 90. Todos os seus modelos são Reinische tonlage, de 71 ou 76 botões, sempre com chapas de alumínio e revestimento de celulóide (salvo raríssimas exceções), por vezes ornamentado com flores. Estes bandoneões não são apropriados para a execução do tango pois seu timbre é muito estridente se comparado aos bandoneões alemães. Mais bem servem para o chamamé ou a música alemã. São instrumentos bastante resistentes e mais novos que os bons instrumentos alemães.
Dentre as fábricas de bandoneón alemãs, destacam-se a ELA (Ernest Louis Arnold), Alfred Arnold (AA ou Doble A), Arno Arnold (não confundir com AA), Meinel & Herold e F. Lange. Esta última não chegou a produzir bandoneões de tamanho padrão (71 botões) porém seus bandoneões pequenos são muito apreciados pelos executantes de música alemã. As fábricas ELA e AA fabricaram instrumentos com inúmeras marcas diferentes. A ELA fabricou dentre muitos outros, os modelos Tango, Cardenal, América, Echo, E.L. Arnold,... A Alfred Arnold fabricou, dentre outros, os Premier, Campo, Alfa,...
Ainda hoje produzem-se bandoneões sob encomenda em partes da Europa sendo os mais renomados os dos luthiers Uwe Hartenhauer (Alemanha), Harry Geuns(Bélgica) e Klaus Gutjahr(Alemanha). Algumas fábricas de acordeon na Itália, como a Victoria e a Pigini, também fabricam instrumentos.

Os materiais que compõem o bandoneón são basicamente madeira, couro, papelão, alpaca, zinco/alumínio, aço e galatita. O fole é confeccionado em papelão, tendo os cantos recobertos por couro (marroquim) e cantoneiras externas de alpaca. Pode também ser enfeitado com outros adornos em alpaca ( que muitos insistem em dizer ser "prata alemã"). O madeiramento dos antigos intrumentos alemães é feito em pinho alemão com lustro a goma-laca (salvo algumas exceções) e pode apresentar inscrustações em nácar (madrepérola) Os botões são feitos de galatita com olho de madrepérola. Podem se encontrar também botões de madeira. As chapas com as palhetas são presas aos castelos por pregos e não com cera como no acordeon. Outra diferença é que as chapas são inteiriças, ou seja, trazem várias palhetas rebitadas na mesma chapa enquanto no acordeon há apenas duas palhetas por chapa. Essa característica torna a afinação do instrumento muito trabalhosa e difícil.
È extremamente útil, para um aprofundamento na história deste instrumento, uma visita aos sítios web abaixo:
http://www.inorg.chem.ethz.ch/tango - página de Christian Mensing sobre tango e bandoneón. http://www.bandoneon-hartenhauer.de/ - Página dos bandoneões Hartenhauer http://www.bandoneon-maker.com/ - Página dos Bandoneões de Harry Geuns http://www.inart.de/gutjahr/ - Página dos bandoneões Gutjahr http://www.bandonion-carlsfeld.de/ - Página da Bandonion und Concertna Fabrik Klingenthal http://www.pigini.com/prodotti/standard.php?language=en - Bandoneões Pigini

Bandoneonistas

Eis uma lista de bandoneonistas importantes em suas respectivas áreas de atuação:
No Brasil, destaca-se o argentino Rufo Herrera, radicado no país desde 1963. Desta relação, pode-se destacar o fato de que Alejandro Barletta, Eduardo Rovira, Roberto Di Filippo, René Marino Rivero e Rufo Herrera atuaram ou atuam como concertistas, tendo deixado registros de música erudita em bandonéon. Outros grandes bandoneonistas brasileiros em atividades, são Doly Costa (Porto Alegre-RS), Rafael Kohler (Porto Alegre/RS) e Heitor Martins de Almeida (Tapes/RS), primorosos intérpretes dos clássicos do tango.

Instrumentos - ACORDEÃO

O acordeão, sanfona ou ainda gaita é um instrumento musical aerófono composto por um fole, um diapasão e duas caixas harmônicas de madeira.

História

Foi há 2700 anos antes de Cristo, que foi inventado na China um instrumento denominado Cheng. É uma espécie de órgão portátil tocado pelo sopro da boca. Tinha a forma de uma ave, o Fénix, que os chineses consideravam o imperador das aves. O Cheng era dividido em 3 partes:
  1. Recipiente de ar
  2. Canudo de sopro
  3. Tubos de bambu
O recipiente de ar parece com o bojo de um bule de chá. O canudo de sopro tem a forma de um bico de bule ou do pescoço de um cisne. A quantidade dos tubos de bambu variava, porém, a mais usada é a de 17. Interessante é que destes 17 tubos de bambu , 4 não têm a abertura em baixo para entrada do ar, são mudos, são colocados somente por uma questão de estética. Na parte superior do recipiente de ar ou reservatório de ar, existem as perfurações onde são fixados os tubos de bambu e em cada tubo é colocado a lingueta ou palheta, para produzir o som. Este recipiente (espécie de cabaça ) é abastecido constantemente pelo sopro do musico, que tapa com as pontas dos dedos os pequenos orifícios que existem na parte inferior de cada tubo. De acordo com a musica a ser executada ele vai soltando os dedos, podendo formar até acordes. Em cada tubo de bambu há um caixilho próprio para ser colocada a lingueta, presa por uma extremidade e solta na outra , que vibra livremente quando o ar comprimido a agita.
O Cheng é o percursor do Harmónio e do Acordeão, pois foi o primeiro a ser idealizado e construído na família dos instrumentos de palheta. De acordo com a região que era usado, o Cheng recebia nomes diferentes : Schonofouye , Hounofouye, Tcheng, Cheng, Khen, Tam Kim, Yu, Tchao, Ho. De acordo com o padre Amiot ( Jesuíta ), veio o Cheng da China para St. Petersburg, na Rússia, onde Kratzenstein ( Christien Theophile ), doutor em filosofia, em medicina e professor da Faculdade de Medicina na Universidade de Copenhague, nascido em Wernigerode em 1723 ( Prússia ) , examinado o instrumento, verificou que o seu agente sonoro era uma lamina de metal que vibrava por meio do sopro produzindo sons graves e agudos.
Ele sugeriu que Kirschnik aplicasse nos tubos dos órgãos de sua fabricação esta lamina livre de metal, o que foi feito em 1780. Da Rússia passou para a Europa, tendo a Alemanha tomado grande interesse sobretudo nos instrumentos de órgão. Foi daí que Christien Friederich Ludwig Buschmann, fabricante de instrumentos, teve a ideia de reunir várias laminas afinadas e fixadas numa placa formando uma escala cujos sons se faziam ouvir passando rapidamente através do sopro, isto em 1822. Mais tarde ele transformou esta pequena placa num instrumento musical para brinquedo de criança tocado com as duas mãos ao qual deu o nome de Handaolina ou Harmónica de mão. Para tanto aumentou o número de palhetas de metal e o tamanho do aparelho , anexando- lhe um pequeno fole e uma série de botões. Este instrumento, depois, segundo a história, foi aperfeiçoado por Koechel e 7 anos mais tarde o austríaco Cirilo Demian, construiu em Viena um instrumento rudimentar de palheta livre, teclado e fole, o qual em virtude de ter 4 botões na parte da mão esquerda, que ao serem tocados com os dedos afundados, permitiam a obtenção do acorde, deu o nome de Acordeão, nome que ficou definitivamente ligado ao instrumento através de inúmeros aperfeiçoamentos.
O sistema de palheta livre já havia sido aperfeiçoado por Grenié em 1810, na França, rico em sonoridade, dando origem ao órgão, e o francês Pinsonat, empregou o mesmo sistema no Alamiré ou Diapasão Tubular que veio a chamar-se Tipófono ou Tipótono e do qual se originou a Gaita de Boca, cuja invenção se deve a Eschenbach, que é um conjunto de palhetas metálicas como linguetas, dispostas cada uma em seu caixilho e vibradas pelo ar soprado pela boca. Na França o acordeão foi aperfeiçoado em 1837 por C. Buffet e segundo todos os tratados sobre o assunto o acordeão nada mais é do que o aperfeiçoamento de diversos instrumentos do mesmo género como o Oeline de Eschenbach, o Aerophone de Christian Dietz, a Physarmónica de Hackel, etc., tomando desde esta data sua forma definitiva e seus variados registos para mudança de intensidade e timbre do som.
Mais tarde, com a escala cromática, foi que o acordeão pode produzir qualquer melodia ou harmonia e inúmeros fabricantes o aperfeiçoaram colocando registros, tanto na mão direita com na esquerda, para maior variedade de sons. É na Itália que se fabricam os melhores acordeões, tendo sido os primeiros construídos em 1863 em Castelfidardo, em Ancona, surgindo depois Paolo Soprani e Stradella-Dellapé. Nos EUA há diversas fábricas , sendo a marca Excelsior a mais famosa. Na Alemanha foi construído o primeiro acordeão em 1822, em Berlim, e daquele país vem a marca Hohner. É esta a história do Acordeão, o belo instrumento que vem sendo constantemente aperfeiçoado pelos fabricantes que, entusiasmados com sua grande aceitação, procuram melhorá-lo, não só na parte mecânica como também na sonoridade.
O Acordeão é um dos instrumentos favoritos de todos os povos, não só pela beleza do seu som, como pela relativa facilidade de se aprender e tocá-lo bem, e ainda pela comodidade de transporte, devido ao seu pouco peso.

Acordeão

O som do acordeão é criado forçando o ar do fole por entre duas palhetas (localizadas no chamado castelo, dentro do fole), que vibram mais grave ou agudo de acordo com a distância entre elas (quando mais distantes, mais grave o som). Quanto mais forte o ar é forçado, mais alto é o som. O ar é proveniente do fole, que é aberto ou fechado com o auxílio do braço esquerdo.
A maioria dos acordeões tem quatro registros, que são diferentes oitavas para uma mesma tecla. Portanto, em um acordeão de quatro registros com o registro mestre pressionado, ao tocar um Dó, na verdade são tocados: dois Dós na oitava que pressionou, um Dó uma oitava acima e um Dó na oitava abaixo, e isso é responsável pelo som único do acordeão.

Teclado



Palhetas de registro flautim
 
 


Teclado e alavancas de válvula
 
 
O teclado, tocado com a mão direita, é basicamente o teclado de um piano colocado na vertical, com as notas mais graves para cima e as mais agudas para baixo. Ao pisar uma tecla do teclado, uma alavanca sobe, que libera um buraco ligado ao fole que permite o ar passar pelas palhetas e assim criar o som.

Baixos

Os baixos são botões tocados com a mão esquerda que exercem função ou de baixo (como a tuba numa banda ou a mão esquerda em uma valsa para piano), tocando notas e acordes, num ritmo determinado pelo estilo de música (podem também ser pisados o baixo e o acorde simultâneamente para exercer a função do teclado em uma banda de rock) ou de baixo-livre (como os pedais em um órgão), mais usado em peças clássicas e dobrados.
A principal configuração de baixos é o sistema Stradella, na qual as duas primeiras fileiras são notas, sendo a segunda o baixo fundamental, que determina a tonalidade dos acordes abaixo, e a primeira, acima da segunda, o intervalo de terça maior a partir da fundamental. As outras 4 fileiras abaixo são os acordes maiores, menores, de sétima dominante e sétima diminuto, organizados em colunas a partir da nota de sua fileira, como demonstrado abaixo:


Esquema dos baixos de um acordeão 80 baixos com o sistema Stradella
Os baixos fundamentais e contra-baixos são organizados em quintas com a nota seguinte, como de Sib para Fá, de Fá para Dó, de Dó para Sol, etc.



Parte de dentro dos baixos, mostrando o sistema de acordes
 
 
Quanto ao dedilhado dos baixos, a localização das notas em um acordeão de 120 baixos é feita através de marcas nos baixos fundamentais de Láb, Dó e Mi. A maioria dos acordeonistas eruditos utiliza o dedilhado 4-3-2-5, na qual os baixos fundamentais são tocados com o dedo 4, utilizando o dedo 2 para alcançar o botão ao lado(a quinta), quando necessário; o dedo 3 para os acordes maiores; e o dedo 2 para acordes menores, 7 dominante e 7 diminuto, se utilizando o dedo 3 para pisar o botão ao lado (a quinta), quando necessário, já que o dedo 2 estaria ocupado tocando o acorde. Em caso de necessidade de pisar o conta-baixo menor, utiliza-se o dedo 5, como com o dedo 4 em Dó e o 5 em Mib. Obviamente, existem exceções, como em casos em que se utiliza o dedo 3 para pisar o baixo de dó e o dedo 4 para pisar o acorde de Fá maior, entre outros casos especiais
Popularmente, também é utilizado o dedilhado 3-2-5, no qual se utiliza o dedo 3 e 2 para baixos e contra-baixos (o 5 em contra-baixos menores) e o 2 em todos os acordes, maiores, menores, 7 dominante e diminutos.
Em caso de baixo-livre, o dedilhado deve ser elaborado pelo acordeonista ou é fornecido na própria partitura, acima ou abaixo da nota.
A maioria dos acordeões com o sistema Stradella são com o seguinte número e configuração de baixos:
Nome Colunas Fileiras
12-baixos 6 Colunas: Si♭ a La baixo fundamental, acordes maiores
24-baixos 8 Colunas: Mi♭ a Mi baixo fundamental, acordes maiores, acordes menores
32-baixos 8 Colunas: Mi♭ a Mi baixo fundamental, acordes maiores, acordes menores, acordes de sétima dominante
40-baixos 8 Colunas: Mi♭ a Mi baixo fundamental, contra-baixos maiores, acordes maiores, acordes menores, acordes de sétima dominante
48-bass 8 Colunas: Mi♭ a Mi baixo fundamental, contra-baixos maiores, acordes maiores, acordes menores, acordes de sétima dominante, diminuído
12 Colunass: Ré♭ a Fá♯ baixo fundamental, contra-baixos maiores, acordes maiores, acordes menores
60-baixos 12 Colunas: Ré♭ a Fá♯ baixo fundamental, contra-baixos maiores, acordes maiores, acordes menores, acordes de sétima dominante
72-baixos 12 Colunas: Ré♭ a Fá♯ baixo fundamental, contra-baixos maiores, acordes maiores, acordes menores, acordes de sétima dominante, acordes de sétima diminuto
80-baixos 16 Colunas: Dó♭ a G♯ baixo fundamental, contra-baixos maiores, acordes maiores, acordes menores, acordes de sétima dominante
96-baixos 16 Colunas: Dó♭ a G♯ baixo fundamental, contra-baixos maiores, acordes maiores, acordes menores, acordes de sétima dominante, acordes de sétima diminuto
120-baixos 20 Colunas: Lá grave a Lá♯ baixo fundamental, contra-baixos maiores, acordes maiores, acordes menores, acordes de sétima dominante, acordes de sétima diminuto
140-baixos 20 Colunas: Lá grave a Lá♯ baixo fundamental, contra-baixos maiores, acordes maiores, acordes menores, acordes de sétima dominante, acordes de sétima diminuto, acorde de sétima aumentado (ou contra-baixo menor)

Registros

Registros são teclas que modificam o som, alternando quais oitavas são tocadas ou não quando a tecla ou botão é pressionada (o). Localizam-se acima das teclas no teclado ou pŕoximos ao fole nos baixos. Os registros mais comuns são: Master (obrigatório, sendo o registro com o som de acordeão), Bassoon, Piccollo, Mussette, Clarinete, Bandoneon, órgão, Violino, Flauta, Flautim, Oboé, Saxofone entre muitos outros, podendo ter até mais de 30 Teclas (repetindo alguns registros para melhor alcance durante a execução da música).

Notação musical

A notação musical do acordeão é feita em clave de Sol (ou de violino) e de Fá (ou de baixo), como ilustra o fragmento abaixo:


Fragmento de uma partitura escrita para acordeão
A clave de Sol é escrita exatamente como em partituras de piano(no caso de acordeões de piano), obedecendo as mesmas normas de dinâmica e escrita, pois o teclado é idêntico.
É na clave de Fá onde está a grande diferença entre a partitura de acordeão e piano.É organizada da seguinte maneira: Abaixo da linha central do pentagrama(ré), as notas são baixos fundamentais ou contra-baixo.Se for baixo, é notada normalmente, como acontece com o Fá logo no primeiro compasso, se for contra-baixo, recebe um traço logo abaixo da nota, como acontece com o Si no segundo compasso.
Acima da linha central do pentagrama, as notas são Acordes, recebendo, acima da nota, M (ou maj) para acorde maior, m (ou min) para acorde menor, 7 (ou S) para acorde de sétima dominante e d (ou dim) para acordes de sétima diminuto.
OBS.:no caso de ré, é convenção utilizar os espaços suplementares, evitando a linha central, porém, se for o caso, a maioria das vezes é um baixo ou contra-baixo.

Tessitura


Acordeão Voce D'Oro, década de 1950.
A tessitura do acordeão genérico é a seguinte:
Registro Teclado Baixos(e Contra-baixos)
Master(1 som agudo, 2 médios e 1 grave) Fá 2 ao Lá 5 Sol -1 ao Mi 2
Piccolo(Som agudo) Fá 3 ao Lá 6 Sol 1 ao Mi 3
Bassoon(Som grave) Fá 1 ao lá 4 Sol -1 ao Mi 1
Clarinete(Som médio) Fá 2 ao Lá 5 Sol -1 ao Mi 2
Embora quando se utiliza os registros a tessitura do acordeão alcance as regiões subgrave e superaguda, a notação é feita como se estivesse utilizando o registro Master ou Clarinete (respeitando a regra de notação para os Baixos), de modo que a notação jamais vai acontecer acima do Lá 5 na Clave de Sol ou abaixo do Ré ou Dó 1 na clave de Fá.
  • Não foi adicionada a tessitura dos acordes nos baixos em virtude da falta de padronização. Em outras palavras, a tessitura neste aspecto varia muito de acordo com a marca, modelo e origem do instrumento.

No Brasil

O primeiro acordeão que chegou ao Brasil era chamado de concertina (acordeão cromático de botão com 120 baixos). O acordeão tornou-se popular principalmente no nordeste, centro–oeste e sul do Brasil. Os primeiros gêneros (fado, valsa, polca, bugiu, caijun etc.) retratavam o folclore dos imigrantes portugueses, alemães, italianos, franceses e espanhóis.
Porém, no Nordeste (onde o acordeão é conhecido como sanfona), desde o início do século XX, mais precisamente com a construção da malha ferroviária brasileira pelos ingleses, deu-se início a um novo ritmo, o forró, característico do nordeste brasileiro, no qual um dos principais instrumentos musicais é o acordeão.
No Rio Grande do Sul, o acordeão é mais conhecido como gaita, e a gaita-ponto (acordeão diatônico) também é conhecido como gaita-botoneira, gaita de botão ou simplesmente botoneira. No sul, especialmente no Rio Grande do Sul, devido ao fato de sua música tradicionalista, ter a gaita como majestade e rainha dos bailes, o instrumento ficou muito conhecido, logo, grandes nomes surgiram, que também foram precursores da música gaúcha, como Adelar Bertussi, Albino Manique, Edson Dutra, Porca Véia dentre outros.

Acordeonistas notáveis

Brasil

Portugal

Não-lusófonos

Compositores

Compositores que escreveram obras para acordeão

FONTE - Wikipédia

Instrumentos - SITAR

Sitar é um instrumento musical de origem indiana, que é da família do alaúde e instrumento símbolo da música da Índia.
Para esclarecer a diferença entre o sitar e a cítara é que, a cítara ou família da cítaras é classificada como um tipo de cordofone que, suas cordas se estendem junto à caixa de ressonância. Já o alaúde e sua família como, setar (persa), sitar ou a veena, possui suas cordas esticadas além da caixa de ressonância, ou seja, num braço.
Tornou-se conhecido no Ocidente graças a sua introdução na música pop do guitarrista da banda The Beatles, George Harrison, amigo do instrumentista Ravi Shankar. A primeira vez que o instrumento foi utilizado por Harrison foi em Norwegian Wood (This Bird Has Flown), do álbum Rubber Soul, de 1965. Love You To e Tomorrow Never Knows, do álbum Revolver, de 1966, The Inner Light (single de 1968), Across the Universe, do álbum Let It Be, de 1970 e "Within You Without You" do álbum "Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band" são outros exemplos disso. A canção Paint It, Black, dos Rolling Stones, de 1966, também utilizou um sitar, tocado por Brian Jones.
Instrumento de corda beliscada, tal como a guitarra, o banjo, a cítara e o alaúde, entre outros. Se destaca por seu som metálico e glissandos.
O nome “sitar” provém do persa, e significa “de três cordas”, o que é uma alusão à forma original do instrumento. Atualmente o sitar apresenta um grande número de cordas, em geral dezoito, sendo as mesmas subdivididas em três categorias: as cordas de execução, as cordas de bordão ou pontuação, e as cordas simpáticas, ou simpatéticas. As cordas de execução e as de bordão sempre constituem num total de sete, porém o número de cada categoria pode variar, podendo ser três de bordão e quatro de execução, ou vice-versa. As cordas de execução são as mais usadas, por serem as usadas para o toque da melodia de uma peça musical. As cordas de bordão, ou de pontuação, possuem um timbre mais metálico em relação às outras, e são usadas basicamente para acompanhamento. As cordas simpáticas, ou simpatéticas, são as mais numerosas. Geralmente elas só são tocadas quando se deseja fazer um glissando; do contrário, elas não são tocadas e apenas vibram por simpatia harmônica ao toque das outras cordas. Normalmente, apresentam-se em número de onze cordas, porém alguns modelos de sitar podem apresentar até quinze cordas simpáticas. Muitos sitars atualmente possuem um segundo ressonador, feito de cabaça, posicionado atrás do braço, em posição oposta à do bojo do instrumento. Alguns sitars ainda possuem trastes móveis, o que permite que o músico toque com mais facilidade determinadas peças musicais.

História

Indiano tocando o sitar no século XVIII
 
 
O sitar é muitas vezes dito como ter sido desenvolvida no século XIII por Amir Khusrau de um membro da família de um instrumento musical indiano, a veena, chamada de tritantri veena, e que tem sido nomeada por ele depois do setar persa. Assim como o setar, o sitar é um membro da família do alaúde. Ao norte da Índia, a veena é considerada um sitar, porém tecnicamente são de famílias diferentes.

Instrumentos - SANGEN

O sangen e o shamisen (japonês: 三味線) são instrumentos de cordas japoneses muito semelhantes. A diferença está no tamanho, que é pouco menor no caso do Sangen, e no repertório onde o Sangen é usado para executar músicas do Sankyoku. Sangen também era a denominação do instrumento quando foi introduzido no Japão. O Sangen (San - três, Gen - corda) foi levado para as ilhas Ryukyu (atual província de Okinawa) durante o período Ming. Ele chegou nas terras japonesas em 1562 na província de Izumi (atual Osaka). O músico Chukoji deu as atuais formas ao instrumento.

Sangen

O sangen funciona como o banjo. É um instrumento de corda em que uma membrana serve como tampo de ressonância. Ele está dividido em três partes: a caixa de ressonância coberto por uma pele de gato ou cachorro (na época da introdução do instrumento no Japão era coberto com pele de cobra), o braço e as cravelhas. As cordas são percutidas por uma enorme palheta que se chama Bachi. Dentre as técnicas além do toque da corda existem outros como o uso do corpo como elemento percussivo e o uso de pizzicato com a mão esquerda (aquela que segura o braço). Como o braço não possui trastes, ele suporta qualquer tipo de escala.

Shamisen

O shamisen ou siamise é um instrumento musical japonês, com três cordas, cuja caixa de ressonância tem um tampo de pele de gato ou cobra. passou a ocupar o lugar do Biwa (antiga balalaica japonesa) nas músicas narrativas pelo seu som mais potente. No século XVI começaram a surgir compositores para o instrumento, que passaram a escriver as músicas em partituras. Começaram a surgir novos campos para o instrumento como o Sankyoku (música para Koto, Sangen e Shakuhachi), o Joruri (música que acompanha o drama do teatro de marionetes Bunraku) e músicas para o acompanhamento do teatro Kabuki. Um dos seus mais famosos instrumentistas é o músico Takahashi Chikuzan, cultor do estilo Tsugaru-jamisen.

FONTE - Wikipédia

Instrumentos - VIOLA DE RODA

Viola de roda é um instrumento musical de corda friccionada (cordofone). O que a torna característica, do ponto de vista sonoro, é o fato de se parecer com um violino com bordões e por ser capaz de produzir um zumbido usado ritmicamente por médio de uma corda apoiada numa ponte móvel (cão), e fisicamente, pelas cordas serem friccionadas por uma roda com resina, por intermédio de uma manivela, e pela melodia ser criada através de um teclado.
O som produzido por este instrumento assemelha-se a um cruzamento entre um violino, por ser de corda friccionada e possibilitar melodia, e uma gaita-de-fole, por ter bordões, por intermédio de de outras cordas que apenas reproduzem uma nota contínua, nota pedal. É um instrumento que se relaciona bastante com a música tradicional.

História

Origem

Organistrum do Pórtico da Glória da Catedral de Santiago de Compostela
 
 
Supõe-se que a sanfona surgiu no século XI, d.C., no norte da Península Ibérica, embora alguns historiadores reapontem a localização do seu surgimento para o Norte de África.
A sua forma mais arcaica conhecida é o organistro (também conhecido pela designação em latim, "organistrum"), um enorme instrumento em corpo de guitarra, que continha apenas uma corda de melodia, que cobria uma oitava diatónica, e dois bordões, ainda sem a ponte móvel.
Este instrumento, devido ao seu tamanho, exigia ser tocado por duas pessoas, separando-se em friccionar as cordas e em tocar a melodia pretendida. Este acto consistia em puxar para cima barras de madeira ao longo da escala que, com pinos a meio, encurtavam a corda de modo a obterem diferentes notas. Como este movimento requer algum esforço, as melodias tocadas eram lentas.

Decadência

Duas violas de roda de estilo húngaro, feitas por Béla Szerényi
 
 
Com a introdução do órgão, caiu em desuso nos locais de culto, no século XII. A sanfona passa então a ser usada pela nobreza, trovadores, jograis e pelo povo. Com o passar do tempo, mendigos, cegos e vagabundos usam-na para tocar nas ruas e em feiras. No final do século XIX o instrumento entra em decadência, tendo quase desaparecido totalmente.

Instrumentos - REBAB

O rebab é um instrumento cordofónico de arco em uso nos países muçulmanos. A caixa é coberta de uma membrana, talhados de um único bloco de madeira. Foi introduzido na Espanha por volta do século VII através da ocupação muçulmana. Actualmente é o instrumento principal da música afegã,parecido com o banjo.

FONTE - Wikipédia

Ivete Sangalo no Rock In Rio Lisboa

Ivete Sangalo agitou o público do Rock In Rio Lisboa nesta sexta-feira (21). A cantora, que é uma das atrações do festival, que começou hoje, fez as cerca de 100 mil pessoas presentes dançarem com hits como "Na Base do Beijo",  "A Galera" e "Agora eu Já Sei".
"Acabo de contratar todos os portugueses para o meu show", brincou a baiana após ver a empolgação do fã. Durante o show, a cantora também fez uma homenagem para Angola. "É um país que, como Portugal, eu adoro muito", disse.
Ivete também falou sobre sua forma física. "Gostosa eu não estou, mas eu estou feliz pra caramba", brincou ela, que tem um filho de 7 meses, Marcelo.
Antes de encerrar a apresentação, a baiana disse ainda que gostaria que o festival voltasse ao Brasil. "O Rock in Rio precisa voltar para o Brasil, e eu estarei lá", prometeu a cantora, que participou de todas as quatro edições do festival em Portugal.

sábado, 22 de maio de 2010

Instrumentos - LIRA

A lira é um instrumento de cordas conhecido pela sua vasta utilização durante a antiguidade. As récitas poéticas dos antigos gregos eram acompanhados pelo seu som, ainda que o instrumento não tivesse origem helênica. O gênero de instrumento a que pertence a lira terá tido o seu alvorecer na Ásia, inferindo-se que terá entrado na Grécia através da Trácia ou da Lídia. Enquanto que os primeiros intérpretes, heróicos, e aqueles a quem se reconhecem melhoramentos no instrumento eram das colônias da Iónia, da Eólia ou da costa adjacente ao império Lídio, os mestres propostos pela mitologia grega eram Trácios: Orfeu, Museu e Tamíris.
A estrutura de uma lira consiste num corpo oco - caixa de ressonância - do qual partem, verticalmente, dois braços (montantes), que, por vezes, também são ocos. Junto ao topo, os braços ficam ligados a uma barra - o jugo - que liga as cordas até outra saliência de madeira transversal - o cavalete - disposta junto à caixa de ressonância e que lhe transmite as vibrações das cordas. As cordas são percutidas com a ajuda de um plectro. O número de cordas variava, geralmente entre seis e oito.
As cordas eram feitas de tripa ou de tendões de boi ou carneiro. Há quem afirme que os braços primitivos deste instrumento eram feitos com chifres de cabra.
No Império Bizantino e na Grécia moderna, liras são instrumentos tocados com arco. Na música tradicional grega viva, há três tipos predominantes de lira: a lira cretense, a lira de Constantinopla (polítiki lyra) e a lira do Ponto (pontiakí lyra). São instrumentos pouco menores do que um violino, com três cordas, que se tocam apoiados no colo. As liras desempenham papel de instrumentos de solo na música grega.

Instrumentos - KOTO

O Koto é um instrumento musical de cordas dedilhadas, composto de uma caixa de ressonância com diversas cordas, semelhante a uma grande cítara. Atualmente é o mais popular dentre os instrumentos musicais tradicionais japoneses. Tanto quanto piano ou violino, meninas em idade escolar aprendem o koto.
A história do koto é longa. O instrumento já com as suas principais características atuais foi introduzido no século VI (época do imperador Kinmei) vindo da China (dinastia T’ang). Ele já possuía o corpo feito com a madeira tradicional do Japão o Kiri (Paulownia), sendo todo laqueado. Ele era chamado de Kin-no-Koto. Data desta época a partitura mais antiga para o Koto (Yuran-fu que se encontra guardada no Templo Shinhoin).
O instrumento está presente na literatura japonesa desde a antiguidade. Nos Contos de Genji (Genji Monogatari de Murasaki Shikibu 978-1016) o Koto aparece em diversas passagens. O seu personagem principal, o príncipe Hikaru Genji, quando exilado em Akashi tocava e mantinha diálogos musicais com Lady Akashi. Em outra obra, Contos de Heike (Heike Monogatari), a amada do imperador, Kogo, foi descoberta em seu esconderijo pelo som de seu koto.
Durante séculos a música de koto foi cultivada pela nobreza. No século XVII, Yatsuhashi Kengyo fundou um estilo independente, o Yatsuhashi Ryu. Em 1664, foi impresso um livro escrito por Sosan Nakamura, Shichiku Shoshin Shu, onde constam as partituras das principais músicas de Yatsuhashi Kengyo, Rokudan no Shirabe, Hachidan no Shirabe e Midare, executadas até hoje. Yatsuhashi criou as afinações consideradas as mais tradicionais para o koto, o Hira e o Kumoi. Neste século ainda houve a popularização do instrumento como acompanhamento de dança e como conjunto formado juntamente com Shakuhachi e Sangen.
Atualmente existem duas correntes, a Ikuta Ryu e a Yamada Ryu. A escola Ikuta foi fundada por Ikuta Kengyo (1757 a 1817) no final do século XVII baseada na transposição para o Koto das fórmulas existentes para o Shamisen (Sangen) principalmente na alternância de cantos com instrumentais originados do Jiuta. A característica fundamental desta escola está em sua ênfase nas técnicas instrumentais. No final do século XVIII surgiu a escola Yamada fundada por Yamada Kengyo (1757 a 1817). Ela se baseava em narrativas, dando um maior destaque ao canto. Apesar de terem algumas peças do repertório em comum, os estilos se diferem na sua orientação. Tecnicamente o estilo de execução também é diferente. O formato da unha é diferente. O estilo Ikuta usa a unha com o formato retangular, e o estilo Yamada adota uma unha de forma oval, isto leva os instrumentistas sentarem de maneira diferente com relação ao instrumento. O instrumentista da escola Ikuta senta num ângulo oblíquo enquanto o da escola Yamada senta em ângulo reto. A posição que a mão toca as cordas também difere; a escola Ikuta toca com a mão inclinada em relação às cordas, e a escola Yamada toca com a mão na posição vertical.
No início deste século houve a popularização do koto principalmente pelas mãos de Michio Miyagi. Apesar de pertencer à escola Ikuta, Miyagui praticamente formou a sua escola, introduzindo elementos ocidentais na composição de músicas japonesas.
O koto moderno tem treze cordas que podem ser de seda ou nylon. As cordas são afinadas através de trastes móveis, que permitem a mudança de afinação durante a execução da música. O corpo é formado por duas pranchas de Kiri, com aproximadamente 180 centímetros, formando uma caixa de ressonância. Existem variações no instrumento como o koto de dezessete cordas, inventado por Michio Miyagi, que faz o baixo das músicas, e outros modelos com vinte e uma e com oitenta cordas.

FONTE - Wikipédia

assine o feed

siga no Twitter

Postagens

acompanhe

Comentários

comente também

Widget Códigos Blog modificado por Dicas Blogger

SEGUIDORES

 
Licença Creative Commons
This work by Alexandre A. Silva is licensed under a Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.0 Unported License.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://naclave.wordpress.com/.