domingo, 23 de maio de 2010

Instrumentos - SITAR

Sitar é um instrumento musical de origem indiana, que é da família do alaúde e instrumento símbolo da música da Índia.
Para esclarecer a diferença entre o sitar e a cítara é que, a cítara ou família da cítaras é classificada como um tipo de cordofone que, suas cordas se estendem junto à caixa de ressonância. Já o alaúde e sua família como, setar (persa), sitar ou a veena, possui suas cordas esticadas além da caixa de ressonância, ou seja, num braço.
Tornou-se conhecido no Ocidente graças a sua introdução na música pop do guitarrista da banda The Beatles, George Harrison, amigo do instrumentista Ravi Shankar. A primeira vez que o instrumento foi utilizado por Harrison foi em Norwegian Wood (This Bird Has Flown), do álbum Rubber Soul, de 1965. Love You To e Tomorrow Never Knows, do álbum Revolver, de 1966, The Inner Light (single de 1968), Across the Universe, do álbum Let It Be, de 1970 e "Within You Without You" do álbum "Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band" são outros exemplos disso. A canção Paint It, Black, dos Rolling Stones, de 1966, também utilizou um sitar, tocado por Brian Jones.
Instrumento de corda beliscada, tal como a guitarra, o banjo, a cítara e o alaúde, entre outros. Se destaca por seu som metálico e glissandos.
O nome “sitar” provém do persa, e significa “de três cordas”, o que é uma alusão à forma original do instrumento. Atualmente o sitar apresenta um grande número de cordas, em geral dezoito, sendo as mesmas subdivididas em três categorias: as cordas de execução, as cordas de bordão ou pontuação, e as cordas simpáticas, ou simpatéticas. As cordas de execução e as de bordão sempre constituem num total de sete, porém o número de cada categoria pode variar, podendo ser três de bordão e quatro de execução, ou vice-versa. As cordas de execução são as mais usadas, por serem as usadas para o toque da melodia de uma peça musical. As cordas de bordão, ou de pontuação, possuem um timbre mais metálico em relação às outras, e são usadas basicamente para acompanhamento. As cordas simpáticas, ou simpatéticas, são as mais numerosas. Geralmente elas só são tocadas quando se deseja fazer um glissando; do contrário, elas não são tocadas e apenas vibram por simpatia harmônica ao toque das outras cordas. Normalmente, apresentam-se em número de onze cordas, porém alguns modelos de sitar podem apresentar até quinze cordas simpáticas. Muitos sitars atualmente possuem um segundo ressonador, feito de cabaça, posicionado atrás do braço, em posição oposta à do bojo do instrumento. Alguns sitars ainda possuem trastes móveis, o que permite que o músico toque com mais facilidade determinadas peças musicais.

História

Indiano tocando o sitar no século XVIII
 
 
O sitar é muitas vezes dito como ter sido desenvolvida no século XIII por Amir Khusrau de um membro da família de um instrumento musical indiano, a veena, chamada de tritantri veena, e que tem sido nomeada por ele depois do setar persa. Assim como o setar, o sitar é um membro da família do alaúde. Ao norte da Índia, a veena é considerada um sitar, porém tecnicamente são de famílias diferentes.

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