AMOR IMENSO - NOVO CD DO PADRE JOÃO CARLOS

AMOR IMENSO é o título de seu novo CD e DVD, AO VIVO pela SOM LIVRE, que traz 17 canções, que falam sobre o amor e cuidado de Deus, entre elas, músicas inéditas como “Amor imenso”, e “O homem” e “Nossa Senhora“, de Roberto e Erasmo.

ASSOCIAÇÕES INTEGRANTES DO ECAD

A Assembleia Geral, formada pelas associações musicais, é responsável pela fixação dos preços e regras de cobrança e distribuição dos valores arrecadados.

PRINCIPAIS GRAVADORAS DO MERCADO BRASILEIRO

Aqui você encotrará valiosas informações sobre as principais gravadoras do mercado fonográfico brasileiro, como endereço, e-mail, site e telefone

FONES DE OUVIDO DEBAIXO DA ÁGUA

O "Audio Bone Aqua" é colocado nas orelhas e transmitem diretamente para o crânio as vibrações geradas pela música. Este sinal se propaga assim para o ouvido interno, sem que o tímpano entre em ação.

LEI TORNA ENSINO DE MÚSICA OBRIGATÓRIO NAS ESCOLAS

A música vai conquistar diversos espaços nas escolas públicas e particulares. Segundo especialistas, a aprovação da Lei nº 11.769, desde agosto de 2008, representa um chamado à formação mais humana dos educandos, em que se possibilita o desenvolvimento de habilidades motoras, de concentração, além da sensibilidade para a percepção estética, capacidade de análise e crítica e de respeito ao outro.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Bucket o' Tab 2.501




Bucket o' Tab é um editor de tablaturas simples, gratuito e muito eficaz. O programa apresenta 6 linhas representando as cordas do violão ou guitarra onde você deve escrever o número das casas. Utilize vários tipos de sinais como hammer-on/off, slides, notas abafadas, vibrato, notas fantasmas, tapping, slap e pop. Além de poder escrever anotações, você poderá escolher a duração das notas, pausas, repetições e fórmulas de compasso. Todas as tablaturas feitas podem ser ouvidas e salvas como MIDI ou ASCII TAB. Roda em Windows 95, 98, 2000, Millenium, XP
Disponível nos idiomas InglêsInglês



    

Violeiro 2.1

Violeiro é um editor de letras cifradas e tablaturas para violão, guitarra, baixo, cavaquinho e muitos outros instrumentos. Você pode criar e editar tablaturas com informações como o nome da música, artista, álbum, gênero, tonalidade da música e muito mais. Violeiro ainda inclui transposição e reconhecimento do tom, tela cheia para tocar, importação/exportação de/para vários formatos e muitos outros recursos.
Roda em Windows 2000, Millenium, XP, Vista, 7
Disponível nos idiomas PortuguêsPortuguês

Piano Eletrônico 2.5

O Piano Eletrônico 2.5 é um programa que permite que o usuário toque notas musicais, acordes e sons de bateria pelo teclado do computador.
Mesmo não sendo um programa para fins profissionais, o Piano Eletrônico 2.5 se destaca por não exigir nenhum conhecimento da tecnologia MIDI, ocupar pouco espaço em disco, e ser muito simples de instalar e usar.

Principais recursos

  • 128 instrumentos musicais e 47 sons de bateria;
  • Toque de 12 tipos de acordes pressionando uma única tecla;
  • Toque de acordes simulando as 6 cordas de um violão;
  • Inclui versão simplificada com código-fonte aberto.
Roda em Windows 95, 98, NT, 2000, Millenium, XP, Vista, 7
Disponível nos idiomas PortuguêsPortuguês

MixMeister BPM Analyzer

As tags da maior parte dos formatos de áudio digital não fornecem informações referente às BPM (batidas por minuto), e algumas fornecem estimativas, quase sempre imprecisas. Este programa determina com precisão extrema as batidas por minuto de um som.

Algumas características

  • Abra arquivos apenas arrastando-os para dentro do programa;
  • Exiba e organize as faixas por título, artista ou BPM;
  • Atualize o campo BPM das tags ID3 de suas músicas;
  • Imprima um relatório com a BPM de toda a sua coleção de música.
Roda em Windows 2000, XP, Vista, 7
Disponível nos idiomas InglêsInglês

Digital Guitar Tuner 2.3.0

Afinador para guitarra e baixo com 27 opções para afinação dos instrumentos. Utiliza entrada direta ou através do microfone.

Algumas características

  • Exatidão elevada (utiliza entrada de 16 bit/44100 Hz);
  • Permite afinar o instrumento sem nenhuma saída do sinal (através do microfone);
  • 27 opções para afinação: padrão, tons abertos, havaiana, e etc.;
  • Modulação da frequência raíz;
  • Pode afinar com tons de midi.
Roda em Windows 95, 98, NT, 2000, Millenium, XP
Disponível nos idiomas InglêsInglês

Finale Reader 2010

Finale Reader é um aplicativo para visualizar, imprimir e reproduzir arquivos de notação musical (partituras), que permite abrir partituras com qualidade de impressão profissional, inclusive com fundo texturizado.
As partituras podem ser reproduzidas em MIDI, com qualquer um dos 127 instrumentos. É compatível com os formatos dos demais aplicativos da família Finale, incluindo o Finale NotePad e MusicXML.
Roda em Windows XP, Vista, 7
Disponível nos idiomas InglêsInglês


Afinador Auditivo Universal ETM

Afinador auditivo universal. Além de ajudar a afinar qualquer instrumento, agora também é afinador de voz. Tem um teclado que pode ser usado para afinar violino, viola sinfônica, violoncelo e baixo sinfônico entre outros instrumentos. Não precisa instalar. Basta clicar na corda desejada para que o som toque continuamente. Com este afinador você estará afinando seu ouvido. O Afinador Auditivo Universal ETM agora tem um jogo para exercitar sua percepção musical.

Características 

  • Violão;
  • Guitarra em C ou B;
  • Violão de 12 cordas;
  • Viola caipira Rio abaixo ou Cebolão;
  • Baixo 4 ou 5 cordas;
  • Cavaquinho;
  • Violão de 7 cordas.
Roda em Windows 95, 98, NT, 2000, Millenium, XP
Disponível nos idiomas PortuguêsPortuguês

Curso Interativo Teoria Musical

Trata-se de um método inovador no ensino da teoria musical. Você poderá acionar mais de cento e setenta animações, que farão a execução das notas musicais num teclado virtual, indicando as respectivas figuras na partitura. Além disso, você poderá acionar as notas do teclado utilizando o mouse. Esse é o único produto do gênero já desenvolvido no Brasil.
Roda em Windows 95, 98, 2000, Millenium, XP



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terça-feira, 22 de junho de 2010

Conhecendo uma Banda Sinfônica

Podemos definir banda sinfônica como um grande conjunto formado por instrumentos de sopro e percussão (60 a 90 músicos), que se diferencia das orquestras sinfônicas e das bandas tradicionais (civis ou militares) pela diversidade de sua formação instrumental e abrangência de repertório. Assim, além dos instrumentos normalmente empregados pelas bandas convencionais, utiliza oboés, corne-inglês, diversas espécies declarinetes e saxofones, vasto naipe de percussão (teclados: marimba, vibrafone, xilofone, glockenspiel; tímpanos, bombos, campanas, etc...) e cordas (piano, contrabaixos e, em alguns casos, violoncelos). Esta formação pode ser alterada de acordo com a natureza das obras e , tal flexibilidade torna-a apta à execução de transcrições do repertório concebido para a orquestra sinfônica e particularmente adequada às experimentações da música contemporânea justificando assim o fato de seu já vasto repertório original ser fruto da produção artística do século XX.
N o Brasil, a palavra banda é geralmente associada às formações militares, aos coretos das cidades do interior e, ainda, ao circo; mas apenas muito ocasionalmente a um corpo sinfônico estável, voltado para a música de concerto do mais alto nível de excelência como é o caso da Banda Sinfônica do Estado de São Paulo. Assim, antes de mais nada, a música que se entende destinada à essa formação parece restringir-se às marchas (festivas ou fúnebres), dobrados, fanfarras, hinos e excertos operísticos. Essas obras, entretanto, em que pese a nobreza de tratamento que possam eventualmente apresentar, sequer se aproximam das imensas possibilidades e potencialidades musicais desse agrupamento. A chamada música para instrumentos de sopro, que constitui a essência mas não a integralidade do trabalho de uma banda, originou-se nas cerimônias solenes, fúnebres e festivas. Tal música varia enormemente, das fanfarras para metais, passando pelas delicadas serenatas e divertimentos para sopros, até obras extremamente elaboradas como a "Sinfonia Fúnebre e Triunfal" de Berlioz.
G iovanni Gabrieli (1557-1612), mestre de capela da Catedral de São Marcos em Veneza, aproveitou a presença das naves do sacro edifício para compor magníficas peças antifonais e policorais que empregavam considerável numero de instrumentos de sopro. A Alemanha dos séculos XVII e XVIII testemunhou um notável desenvolvimento técnico dos instrumentos de metal, que pode ainda hoje ser apreciado em partituras de Bach, Haendel e Telleman. A época de Haydn e Mozart constituiu, também, um avanço técnico e expressivo para os sopros, ao mesmo tempo em que certas circunstâncias econômicas e sociais, verificáveis nas cortes e nas casas da nobreza do então vigoroso Império Austro-Húngaro, estimularam a composição de serenatas e divertimentos para execução em ambientes abertos e fechados, nas mais variadas ocasiões. As três grandes serenatas para sopros de Mozart, encontram-se entre as obras primas produzidas nesse período. A Revolução Francesa, assim como o Império Napoleônico que lhe seguiu, propiciaram o ressurgimento da música triunfante e cerimonial para metais, à maneira de Gabrielli, gênero do qual o Réquiem e a "Sinfonia Fúnebre e Triunfal" de Berlioz, são felizes exemplos
O declínio das cerimônias cívicas e religiosas, associado à decadência das cortes européias no século XIX, relegou a produção para sopros a um patamar secundário. Apenas umas poucas obras importantes, como a Pequena Sinfonia para Sopros de Gounod, a Serenata em Lá de Brahms (destinada à "orquestra sem violinos" para destacar a sonoridade e expressividade dos sopros) e a Serenata para Sopros de Richard Strauss, contribuíram para manter acesa a chama daquele que parecia ser um meio obsoleto de expressão. A redescoberta dos "coros de sopros" encabeçada por Gustav Mahler, o movimento neoclássico que sucedeu a Primeira Grande Guerra e a necessidade de partituras destinadas aos conjuntos menores, além do surgimento de concursos de bandas e fanfarras na Inglaterra, pavimentaram o caminho triunfante dos sopros no século XX, preparando aquilo que viria a ser o seu principal veículo de divulgação da produção contemporânea.
A assombrosa multiplicação das bandas militares e escolares no novo centro econômico e cultural do mundo - os Estados Unidos da América - constituíram uma verdadeira revolução em termos de formação e repertório das bandas. No espaço de apenas vinte anos, a partir de meados da década de 1930, vieram à luz inumeráveis obras-primas destinadas às diversas combinações de instrumentos de sopros. Paul Hindemith, Serge Prokofiev, Arnold Schoemberg e Darius Milhaud, são apenas alguns dos maiores compositores deste século que escreveram especificamente para bandas, mas foram os compositores norte-americanos que a adotaram como seu principal meio de expressão e enriqueceram enormemente sua literatura de concerto. Obras como o Divertimento de Vicent Persichetti, inauguraram um novo conceito de instrumentação para esse tipo de formação e contribuíram para o alargamento dos horizontes e fronteiras da composição moderna.Robert Russell Bennett, Morton Gould, Gunther Schuller, Karel Husa, Alfred Reed, Johan de Meij e Micael Colgrass são alguns dos mais importantes compositores deste século que tem como característica central de suas obras a produção para sopros.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A Night in Tunisia - Mangoth Ed bass & Elvis Drums

Got a Match fusion mangoth e elvis

Mangoth - The Chicken

domingo, 20 de junho de 2010

Música Indígena Brasileira

A música indígena brasileira é parte do vasto universo cultural dos vários povos indígenas que habitaram e habitam o Brasil. Sendo uma das atividades culturais mais importantes na socialização das tribos, a música dos índios brasileiros é polimorfa e de enorme variedade, tornando impossível um detalhamento extenso no escopo de um único artigo. A seguir se descrevem algumas características genéricas, lembrando que os casos individuais podem apresentar mesmo discrepâncias significativas em relação a este resumo.
Os povos indígenas do Brasil perfaziam juntos na época de Cabral cerca de 5 milhões de almas. Desde lá a população total declinou violentamente em função do patético choque contra a cultura portuguesa, que resultou em massacre, escravização e aculturação em larga escala dos índios. E com essa devastação muitas tradições se perderam de forma irreversível. Apesar disso, no que tange à sua música ainda há um enorme campo a ser estudado e compreendido pelo branco, que começa a demonstrar respeito real pelos seus irmãos autóctones apenas há pouco tempo, apesar de bulas papais, conclusões filosóficas e debates morais de longa memória que denunciavam e condenavam os abusos desde os primeiros tempos da Descoberta.
A música indígena tem recebido alguma atenção do ocidental desde o início da colonização do território, com os relatos de Jean de Léry sobre alguns cantos tupinambá, em 1558, e de Antonio Ruíz de Montoya, cujo extenso léxico inclui um universo de categorias musicais do guarani antigo. Estudos recentes têm-se multiplicado a partir do trabalho de pesquisa de Villa Lobos e Mário de Andrade no século XX, e hoje a música indígena é objeto de estudo e interesse de muitos pesquisadores de todo o mundo, que têm trazido à consciência do homem branco uma pletora de belezas naturais da terra.
Alguns grupos foram contactados de imediato pelos Jesuítas desde o século XVI, foram fixados na terra pela criação das Missões ou Reduções, e ali contribuíram ativamente, como instrumentistas, cantores e construtores de instrumentos, para criar uma fascinante e original cultura musical, embora toda nos moldes europeus e infelizmente conhecida apenas através de relatos literários. Este porém foi um fenômeno isolado, e não é central a este artigo, e tampouco as manifestações híbridas folclóricas nascidas nas regiões de contato entre índio, branco e negro.
Ao contrário do que se poderia supor, a tradição musical indígena não é um objeto de antiquário, é algo vivo e sempre em mutação, sendo constantemente praticada e renovada, incorporando até mesmo material não-índio, ainda que mantenha seus valores e formas essenciais preservados, e é uma vitrine de suas visões de mundo, cristalizadas em formas sonoras.

 Origem e caráter da música indígena

A maioria dos povos indígenas associa sua música ao universo transcendente e mágico, sendo empregada em todos os rituais religiosos. A música indígena é ligada desde suas origens imemoriais a mitos fundadores e usada com finalidades de socialização, culto, ligação com os ancestrais, exorcismo, magia e cura. É importante também nos ritos catárticos, quando a música "ao trabalhar com proporções, repetições e variações, instaura o conflito ao mesmo tempo em que o mantém sob controle.".
Segundo certas lendas a música foi um presente dos deuses, entristecidos com o silêncio que imperava no mundo dos humanos. Noutras tribos a música é tida como originária do mundo dos sonhos, onde vivem as tribos míticas de animais e dos ancestrais. Ali é conhecida pelas pessoas sem espírito, aquelas que por algum motivo estiveram no limiar da morte e de lá retornaram, tornando-se introdutoras de novas melodias após esse contato com o mundo do além. Menos dramática e mais comumente, a criação de novas músicas se deve aos pajés, que as intuem em seus transes onde estabelecem contato com deuses e ancestrais, ou aos guerreiros mais distinguidos da tribo, que sonham com elas.
A sua música tem definido caráter socializador, estando presente em festividades grupais e na esfera privada, "sendo um elemento fundamental do processo de construção do mundo social e conceitual, e não como um mero epifenômeno ou reflexo deste". As relações sociais são assinaladas musicalmente, delimitando, por exemplo, faixas etárias, status social, estados afetivos, gêneros sexuais, individualidades e grupos. Por fim, o canto e a dança "cumprem também um papel fisiológico na própria constituição dos estados psíquicos, atualizando a experiência dos eventos míticos". Nesse sentido social, a música indígena parece ser predominantemente coletiva, sendo que os casos de cantores solitários ou de estruturas melódicas mais variadas são considerados, por alguns, influências de outras culturas, em muitos casos africanas.

Rituais

Índios cantando no Kuarup.
 
Dança Terena nos Jogos dos Povos Indígenas em Olinda.
 
Dança Tupiniquim de protesto em Aracruz, Espírito Santo.
 
Uma das bases do sistema social indígena são os grandes rituais como o Quarup, o Yawari, o Iamurikumã e os rituais de iniciação. Estes cerimoniais, dos quais muitos são intertribais, funcionam como uma língua franca de comunicação não-verbal entre etnias diversas. Segundo Franchetto e Basso, "as festas costuram a sociedade alto-xinguana, um circuito cerimonial que veicula alianças e metaboliza conflitos, absorvendo ritualmente a alteridade. (…) Esta visão do ritual intertribal como linguagem franca coloca a música no cerne do sistema xinguano, considerando-se que estes rituais são, por excelência, rituais musicais".
Há rigorosas prescrições para uso de determinadas melodias e para quem será o intérprete, e para quando serão executadas. Há músicas e instrumentos exclusivos dos homens, outros só de mulheres, ou melodias cantadas apenas em um certo rito ou com uma função específica. Em diversas etnias existe um ciclo de rituais de grande importância relacionados às flautas sagradas, sendo realizados apenas por homens e com um instrumental cuja visão é vedada às mulheres.
A interpretação musical pode ser cercada de rituais menores, propiciatórios ou facilitadores, como a pintura de uma linha sobre o ouvido e lábio para facilitar o aprendizado de canções, colocar um ramo de enodoréu à orelha para não esquecer a melodia, e uma série de outras praxes.

Sistema, simbologia e gêneros

Não seguindo o sistema tonal ocidental, a sua sonoridade apresenta uma enorme sutileza e complexidade especialmente nos timbres e nas alturas, sendo de difícil transcrição para a partitura ocidental. Não existe desenvolvimento de polifonia ou harmonia reais (num sentido ocidental), sendo de uma espécie monódica ou no máximo heterofônica, com alguns exemplos de composição antifonal. Não existe notação, e o acervo de composições antigas é transmitido pela prática continuada entre as gerações.
A voz e o canto são dominantes na música indígena, mas existe um muito variado instrumental de apoio e séries de peças orquestrais autônomas. Na maioria dos casos a música é associada à dança ritual. O ritmo é fluente, em geral, binário ou ternário, às vezes alternado em um mesmo verso. Muitas vezes sua música não está baseada na existência de uma unidade de tempo (pulso) rígida, gerando uma contínua flutuação do pulso. A estrutura das composições também diverge da ocidental, e é enormemente variada, dependendo bastante do texto que ilustra, tendo as repetições e variações um papel central.
Existem canções para praticamente todos os momentos e atividades da vida, sendo praticadas em festas para homenagear os mortos, como canções para crianças, em festas sazonais e festas guerreiras, em ritos de passagem, no culto dos espíritos e ancestrais, e nas festas de congraçamento entre as tribos. No âmbito familiar o repertório vocal é pequeno; entre os clãs de sangue as suítes orquestrais, que usualmente são propriedade de grupos familiares, são executadas também vocalmente, em uma espécie de solfejo; nos grandes ciclos dançados voz e instrumentos adquirem igual importância, e por fim, como ápice da vocalidade, os cantos de guerra são executados a capella.
As diferentes texturas musicais são relacionadas às esferas sociais: no nível coletivo geral há uma maior precisão de alturas e intervalos; no nível dos clãs o timbre é preponderante em relação às faixas de altura e à massa sonora, finalmente, nos ciclos dançados, a textura é mais densa e utiliza nítidas oposições grave-agudo sem intervalos de passagem. "Ocorre, portanto, uma progressão acústica que acompanha a complexificação dos níveis sociais".
Além disso, o som é relacionado à espacialidade física. "As canções são um caminho, nomeiam os lugares, e articulam a cartografia da floresta ao movimento dos seus habitantes, além de estarem ligadas ao mundo espiritual dos pássaros"

Oralidade

A cultura indígena é basicamente oral, nela a música é uma extensão da fala, e seus limites às vezes são sutis e imprecisos. Um discurso pode acabar em canto, ou o inverso. Dentre as espécies vocais, existem subdivisões de acordo com o objetivo de cada canção:
  • Narrativas: falas com diferentes graus de formalidade, desde as cotidianas entoadas por qualquer pessoa até as falas restritas a homens adultos executadas na praça central.
  • Instrutivas: narrações veiculando regras, costumes e tradições, transmitidas através do canto ou prédica emocional pelos adultos a crianças, ou relatando de expedições de caça e narrativas míticas. A vocalização é muito flexível e expressiva, e o cantor serve-se de recursos tonais, timbrísticos, fonéticos e rítmicos para dar sentido a seu enunciado.
  • Canções: identificadas por seus conteúdos textuais, os quais é frequente se referirem a algum animal e a seu comportamento, sendo que na ação ritual as identidades do cantor e do animal são combinadas. Muitas se referem ao amor e ao prazer sexual de modo desinibido, feliz e direto. Frequentemente se transita entre a cantoria e a narrativa gestualizada não-musical.
  • Invocações: executadas, geralmente em voz baixa, com fins práticos ou medicinais.

Música instrumental

Índios Kamaiurá tocando uma flauta típica, uruá.
 
É nas festas dedicadas aos Apapaatai, uma classe de poderosos espíritos, que acontece a maior parte da música instrumental. As festas Apapaatai têm como motivo essencial a cura xamânica.[13]
Dentre toda a música instrumental indígena as peças para as flautas sagradas ocupam uma posição de destaque. Estas flautas são elementos fundamentais na cosmologia xinguana, o que é expresso concretamente pela existência de uma casa das flautas, onde são guardadas, casa que é também chamada de casa dos homens, um espaço exclusivamente masculino localizado sempre no centro das aldeias. Seu uso está cercado de tabus. Quando são tocadas as mulheres e crianças se fecham em suas casas. Se uma mulher vê os instrumentos, é penalizada com um estupro coletivo.
O repertório para as flautas é, entre algumas culturas, altamente sofisticado, compondo suítes completas, sendo que apenas uma suíte é tocada em cada ocasião, embora às vezes de forma incompleta. Todas as suítes têm uma ordem ideal, mas esta, frequentemente, é modificada durante a sessão. Se constróem através do princípio da alternância entre um eixo horizontal (melódico) e um vertical (sucessões de solos pontuais e trechos com partes simultâneas). Cada suíte é caracterizada por um contorno melódico e não por uma seqüência exata de intervalos, e cada peça é formada por um tema repetido sem alterações durante vários minutos. Cada tema é formado pela justaposição de dois tipos de motivos, A e B: os motivos A são variáveis — e identificam cada peça — enquanto que os B não o são e fornecem a assinatura temática da suíte.

Instrumentos

Seu instrumental inclui instrumentos de percussão e sopro, mas classificações próprias dos índios fazem distinções diferentes, com dezenas de categorias para "coisas de fazer música". Os instrumentos podem ser feitos de uma variedade de materiais, como sementes, madeiras, fibras, pedras, objetos cerâmicos, ovos, ossos, chifres e cascos de animais.
  • Idiofones: instrumentos que vibram por si mesmos ou por percussão ou atrito, podendo ser tocados diretamente ou soarem em decorrência de movimentos indiretos. Incluem toras de madeira, bastões de percussão, fragmentos de tábuas, chocalhos, guizos, cabaças cheias de pedrinhas ou sementes, crânios, etc.
  • Membranofones: instrumentos que soam pela vibração de uma membrana neles distendida, como os tambores. São raros entre os indígenas brasileiros e acredita-se que os existentes sejam cópias de antigos modelos conhecidos através dos primeiros europeus que aqui chegaram.
  • Aerofones: soam pela ação do ar no seu interior. Podem ser agitados ou soprados. São os instrumentos mais numerosos e comuns. Sua diversidade é enorme, incluindo instrumentos com funcionamento semelhante às trombetas (com ou sem ressoadores e lingüetas), clarinetes, buzinas, apitos e sobretudo as flautas, de um a vários tubos, com embocadura perpendicular ou longitudinal, havendo mesmo exemplares para sopro nasal.
  • Zumbidores: soam quando agitados no ar. Consistem de um cabo decorado ligado por uma corda a uma pequena peça de madeira oval. Ao ser girada rapidamente a peça produz um zumbido forte. Em muitas tribos tem relação direta com a morte, sendo utilizados em cerimônias funerárias e proibidos às mulheres ou crianças. Em outras, porém, serve de brinquedo infantil.
FONTE - Wikipédia

Instrumentos - TECLADO

O teclado é um instrumento musical eletrônico, temperado, no qual se executam melodias e notas, formando uma harmonia. É composto por um conjunto de teclas adjacentes pretas e brancas, que quando pressionadas produzem os sons[1].
O número de teclas pretas e brancas nos teclados atuais podem variar de acordo com o fabricante. Por padrão, os teclados arranjadores da Yamaha vem com 61 teclas, (36 brancas e 25 pretas). Já os da marca Casio vem com numeração diferente: 59 teclas (34 brancas e 25 pretas).

 Categorias

Existem diferentes categorias de teclados musicais eletrônicos:
  • Arranjadores
São teclados que possuem vários estilos musicais (pop, jazz, rock, balada, samba, bossa nova, dance, e muitos outros), onde pode-se criar e modificar outros estilos, acompanhados por parte rítmica (bateria), baixo, strings, cordas (violão, guitarra), metais (trompete, trombone, etc.), bem como ainda pode-se sintetizar estes timbres (sons). São mais utilizados por iniciantes ou músicos em perfomance solo (sem banda).
  • Sintetizadores
Possuem recursos de edição de timbres (alteração de freqüências, modulação, efeitos, etc.), com isso criando novos timbres (sons). São muito usados por profissionais em perfomances ao vivo com banda.
  • Workstations
São teclados mais complexos, que envolve síntese de sons e sequenciadores para composição, arranjos de partes musicais ou peças musicais completas. São mais usados em estúdio.
  • Teclados Controladores
São teclados com diferente número de teclas, na maioria das vezes não possuem timbres, que tem a finalidade de controlar outros instrumentos digitais através de MIDI (comunicação entre instrumentos digitais), controla uma bateria eletrônica, computadores, módulos de som, etc.

Exemplos de instrumentos de teclados

Outros usos

Teclado para compor mensagens patenteado pela Siemens, usado na Rússia em 1900.
 
O teclado, por ser um equipamento eletrônico, tem a capacidade de produzir variados tipos de sons e auxiliar tando as partes melódicas como as de percussão e harmonia, alguns teclado incorporam programação com mais de mil tipos de sons diferentes, como instrumentos de percussão, melodias sintetizadas e instrumentos musicais antigos. Alguns teclados também possui capacidade para captar sons externos, modifica-los e reproduzi-los.
Também foi utilizado para fins não musical como uma máquina similar ao telégrafo criado por George m. Phelps em 1859, que reproduzia mensagens através dos sons.[2][3]

Marcas

Atualmente existem inúmeras marcas de teclados, que vão dos mais simples aos mais sofisticados com grande possibilidade de síntese de sons e arranjos musicais.
Marcas mais conhecidas:
FONTE - Wikipédia

Instrumentos - TEREMIM

O teremim é um dos primeiros instrumentos musicais completamente eletrônicos. Inventado em 1919 pelo russo Lev Sergeivitch Termen (conhecido também pela forma francesa do nome: Léon Theremin), o teremim é único por não precisar de nenhum contato físico para produzir música e foi, de fato, o primeiro instrumento musical projetado para ser tocado sem precisar de contato, pois é executado movimentando-se as mãos no ar. Apresentado pelo próprio inventor em 1920, o instrumento opera através do princípio da produção de efeito heteródino em dois osciladores de frequência radiofônicos e consiste de caixa com duas antenas externas, uma que controla a altura, e outra, o volume, ao redor das quais o músico movimenta suas mãos para produzir som. O teremim também tem versões com teclado e com espelho, como o dos instrumentos de corda.

Instrumentos - SINTETIZADOR

Um sintetizador é um instrumento musical eletrônico projetado para produzir sons gerados artificialmente, usando técnicas diversas.
Um sintetizador cria sons através da manipulação direta de correntes elétricas (sintetizadores analógicos), leitura de dados contidos numa memória (sintetizadores digitais), ou manipulação matemática de valores discretos com o uso de tecnologia digital incluindo computadores (modulação física) ou por uma combinação de vários métodos. No estágio final, as correntes elétricas são usadas para causar vibrações no diafragma de caixas de som, fones de ouvido, etc. O som sintetizado é diferente da gravação de um som natural, onde a energia mecânica da onda sonora é transformada em um sinal que então é convertido de volta à energia mecânica quando tocado (embora o método de sampling mascare esta distinção).

História

Um sintetizador moderno. A tecnologia atual de miniaturização permitiu que o produto custasse menos e tivesse teclas mais compactas, permitindo seu uso por crianças
 
Foi inventado em 1960 pelo russo Leon Theremin, mas o modelo mais identificado como um sintetizador como conhecemos, data de 1964, desenvolvido por Robert Moog e Herbert Deutsch, chamado: Moog. Era monofônico (só era possível tocar uma nota por vez) e ocupava grande espaço. A primeira utilização de um sintetizador em um show ao vivo foi ainda na década de sessenta, pelo grupo The Nice, liderado por Keith Emerson, que posteriormente formaria o Emerson, Lake & Palmer. Posteriormente, foram desenvolvidos sintetizadores bem menores e polifônicos, como o Polymoog, de 1976, podendo-se, assim, gerar acordes. Hoje é utilizado também pelo músico francês de música eletrônica: Jean Michel Jarre recordista mundial de público em show aberto.

Modelos clássicos de sintetizador

Técnicas de síntese

Instrumentos - SAMPLER

Sampler é um equipamento que consegue armazenar sons (samples) de arquivos wav (os mesmos de um CD) numa memória digital, e reproduzi-los posteriormente um a um ou de forma conjunta se forem grupos, montando uma reprodução solo ou mesmo uma equivalente a uma banda completa.
Este é um dos grandes responsáveis pela revolução da música eletrônica pois através dele e usando ciclos (loops em inglês), pode-se manipular os sons para criar novas e complexas melodias ou efeitos. Como instrumento musical é usado em vários géneros musicais, como o pop, hip-hop, dance music, rock, metal, música experimental e até na MPB, muito usada hoje em dia ate nas mais famosas bandas, duplas e conjuntos brasileiros. Também é usado pelas mais diversas bandas ao redor do mundo como por exemplo a-ha, Keane, Coldplay, Slipknot, U2, Rammstein,Mushroomhead,Maná e Linkin Park. Já no Brasil temos como principais exemplos o Skank, Jota Quest, muitas duplas sertanejas, de forro, etc, entre outros. Também é usado em pós-produção áudio para efeitos sonoros. Graças aos samplers e backing tracks podemos contar com arranjos de orquestras inteiras em shows, por exemplo, mesmo em palcos que não comportem mais que 3 ou 4 músicos. Isso se reproduzindo principalmente nesses palcos através de notebooks, hoje em dia muito comuns. Há muitos softwares na web para isso.
Existem algumas marcas conceituadas para instrumentos exclusivos de sampleamento, como é o caso da Korg e Akai. Muitos desses equipamentos permitem também fazer as edições do som no próprio equipamento. Como é o caso do MK - II da Korg. Além da inserção, o áudio pode ser editado utilizando alguns efeitos como: Pitch shifter, Reverb, Delay, Distortion entre outros.
Alguns samplers estão associados a um controlador que pode ser um teclado, almofadas (pads em inglês) ou qualquer outro dispositivo de controle. Esses controladores também podem ser externos ao instrumento. É possível endereçar os sons a uma parte específica do controlador (uma das teclas ou uma das almofadas, por exemplo), e reproduzi-los em tempo real.
Também associados a alguns samplers pode estar um sequenciador, através do qual se pode criar uma sequência, com diversos sons, e reproduzi-los. Mas o mais comum hoje em dia é o uso de teclados com samplers internos, como nas marcas mundiais mais comuns no mercado (Korg, Roland, Yamaha, etc), onde se encontram principalmente em sintetizadores, que são a princípio teclados editores de timbres e é claro, instrumentos de palco. Muitos destes teclados possuem tecnologia de sampleamento a níveis avançados e profissionais de samplers de mesa, ainda equipados com softwares para conexão a computadores, onde acabam fornecendo uma verdadeira mesa de estúdio de edição para sampleamento.
A nível técnico, na verdade, samplear seria o mesmo que "gravação de sons de timbres instrumentais", ou digitalizar os mesmos na memória interna de um computador, na intenção de se particionando tais sons de instrumentos, os reunir ou os encorpar de volta numa reprodução completa desde esse computador. Um exemplo (e o mais usado), seria o de se gravar nota por nota, os timbres de um piano, ai então ao se os transformar em códigos binários no computador (no formato wav ou wave), se podendo reproduzir tal piano simplesmente ao se conectar um controlador ou teclado nesse computador, ai então se tocando cada nota, dirigida a cada tecla, feita na edição desses samples (amostras de sons timbrados). É isso o que faz um teclado com sampler interno, digitaliza cada nota gravada a uma tecla especifica formando notas musicais, isso valendo para qualquer intrumento gravado (e ate vozes humanas ou outros sons geralmente feitos em estúdios e com microfones de alta qualidade ligados aos samplers), dando condições de simular e tocar qualquer intrumento que possa existir, nesse teclado. Dai a teclados poderem tocar "qualquer coisa" que faça som. Não há limites.
Com o sampler pode-se construir, desde um rápido efeito, até uma sequência de ciclos com diversos instrumentos. Mas não se pode confundir samples com patches (ou patch), onde esse último não passa de edições feitas num teclado sobre seus timbres internos (e não wav), em que se acaba memorizando tais edições seja quais forem, então servindo para exportar a outros teclados e ate de outras marcas. Mas não passam de um conjunto de edições e efeitos de timbres e não gravações reais de sons instrumentais como são os samples.

Instrumentos - PIANO DIGITAL

O piano digital é um instrumento musical, destinado a simular os sons de instrumentos de teclas, principalmente o piano. Trata-se de um instrumento eletrónico que produz os sons através de dados guardados digitalmente numa memória. Apesar de se tratar de um piano eletrónico, a designação “piano digital” é mais comum para distinguir dos primeiros pianos eletrónicos que eram analógicos, e não digitais.
Não deve ser confundido com o piano elétrico.

Algumas marcas de pianos digitais

Instrumentos - ÓRGÃO ELETRÔNICO

O órgão electrónico (português europeu) ou eletrônico (português brasileiro) (AO 1990: eletrónico / eletrônico) é um instrumento musical destinado a substituir o órgão, mas cujo som é produzido integralmente através de meios eletrónicos.
Os órgãos eletrónicos começaram a surgir na década de 1970, aproveitando as mesmas inovações que se iam aplicando ao sintetizador. Com o desenvolvimento da tecnologia eles se foram tornando cada vez mais complexos, com possibilidades de imitação de vários instrumentos (e não apenas de órgãos), dotados de uma secção rítmica e, com o advento da tecnologia digital, foram dotados de uma memória que permitiu que tivessem uma secção com um arranjador (que permite efetuar automaticamente um acompanhamento completo) e/ou um sequenciador. Na década de 1980, versões destinadas ao grande público (incluindo crianças) foram criadas para uso doméstico, desenvolvendo-se no instrumento que é hoje conhecido como teclado electrónico ou simplesmente teclado.
 
A designação órgão eletrónico é às vezes incorretamente aplicada ao órgão elétrico ou ao órgão eletromecânico. Mesmo assim, alguns modelos de órgãos electrónicos modernos destinam-se especialmente para imitar (visual e acusticamente) os antigos órgãos eletromecânicos (por exemplo, os novos modelos CX-3 e BX-3 da Korg, a série XB da HammondSuzuki, a série VK da Roland, etc). Esses novos instrumentos são apelidados em inglês de clonewheel organs.

Instrumentos - PIANO

O piano (apócope derivado do italiano pianoforte) é um instrumento musical classificado como Instrumento de teclado de cordas percutidas pelo sistema de classificação de Hornbostel-Sachs.
Também é definido modernamente como instrumento de percussão porque o som é produzido quando os batentes, cobertos por um material (geralmente feltro) macio e designados martelos, e sendo ativados através de um teclado, tocam nas cordas esticadas e presas numa estrutura rígida de madeira ou metal. As cordas vibram e produzem o som. Como instrumento de cordas percutidas por mecanismo ativado por um teclado, o piano é semelhante ao clavicórdio e ao cravo. Os três instrumentos diferem no entanto no mecanismo de produção de som. Num cravo as cordas são beliscadas. Num clavicórdio as cordas são batidas por martelos que permanecem em contacto com a corda. No piano o martelo se afasta da corda imediatamente após toca-la deixando-a vibrar livremente.
Teve sua primeira referência publicada em 1711, no "Giornale dei Litterati d'Italia" por motivo de sua apresentação em Florença pelo seu inventor Bartolomeo Cristofori. A partir desse momento sucedem-se uma série de aperfeiçoamentos até chegar ao piano atual. A essência da nova invenção, residia na possibilidade de dar diferentes intensidade aos sons e por isso recebeu o nome de "piano-forte" (que vai do pianíssimo ao fortíssimo) e mais tarde, reduzido apenas para piano. Tais possiblidades de matizes sonoras acabou por orientar a preferência dos compositores face ao clavicembalo.
Os pianos modernos, embora não se diferenciem dos mais antigos no que se refere aos tons, trazem novos formatos estéticos e de materiais que compõem o instrumento.
O piano é amplamente utilizado na música ocidental, no jazz, para a performance solo e para acompanhamento. É também muito popular como um auxílio para compor. Embora não seja portátil e tenha um preço caro, o piano é um instrumento versátil, uma das características que o tornou um dos instrumentos musicais mais conhecidos pelo mundo.

Tipos de piano

Existem duas versões do piano moderno: o piano de cauda e o piano vertical.

Piano de cauda
 
Piano vertical
 
O piano de cauda tem a armação e as cordas colocadas horizontalmente. Necessita por isso de um grande espaço pois é bastante volumoso. É adequado para salas de concerto com tetos altos e boa acústica. Existem diversos modelos e tamanhos, entre 1,8 e 3 m de comprimento e 620 kg.
O piano de armário tem a armação e as cordas colocadas verticalmente. A armação pode ser feita em metal ou madeira. Os martelos não beneficiam da força da gravidade.
Pode-se considerar um outro tipo de piano: o piano automático ou pianola. Trata-se de um piano com um dispositivo mecânico que permite premir as teclas numa sequência marcada num rolo.
Alguns compositores contemporâneos, como John Cage, Toni Frade e Hermeto Pascoal, inovaram no som do piano ao colocarem objectos no interior da caixa de ressonância ou modificarem o mecanismo. A um piano assim alterado chama-se piano preparado.

Mecanismos

Teclado

Teclas do piano
 
Praticamente todos os pianos modernos têm 88 teclas (sete oitavas mais uma terça menor, desde o lá0 (27,5 Hz) ao dó8 (4186 Hz)). Muitos pianos mais antigos têm 85 teclas (exatamente sete oitavas, desde o lá0 (27,5 Hz) ao lá7 (3520 Hz)). Também existem pianos com 8 oitavas, da marca austríaca Bösendorfer. As teclas das notas naturais (dó, ré, mi, fá, sol, lá e si) são brancas, e as teclas dos acidentes (dó #, ré #, fá #, sol # e lá # na ordem dos sustenidos e as correspondentes ré b, mi b, sol b, lá b e si b na ordem dos bemóis) são da cor preta. Todas são feitas em madeira, sendo as pretas revestidas geralmente por ébano e as brancas de marfim ou material plástico.

Pedais

Os pianos têm geralmente dois ou três pedais, sendo sempre o da direita o que permite que as cordas vibrem livremente, dando uma sensação de prolongamento do som. Permite executar uma técnica designada legato, como se o som das notas sucessivas fosse um contínuo. Compositores como Frédéric Chopin usaram nas suas peças este pedal com bastante frequência.
O pedal esquerdo é o chamado una corda. Despoleta nos pianos de cauda um mecanismo que desvia muito ligeiramente a posição dos martelos. Isto faz com que uma nota que habitualmente é executada quando o martelo atinge em simultâneo três cordas soe mais suavemente pois o martelo atinge somente duas. O nome una corda parece assim errado, mas nos primeiros pianos, mesmo do inventor Cristofori, o desvio permitia que apenas uma corda fosse percutida. Nos pianos verticais o pedal esquerdo consegue obter um efeito semelhante ao deslocar os martelos para uma posição de descanso mais próxima das cordas.
O pedal central, chamado de sostenuto possibilita fazer vibrar livremente apenas a(s) nota(s) cujas teclas estão acionadas no momento do acionamento do pedais. As notas atacadas posteriormente não soarão livremente, interrompendo-se assim que o pianista soltar as teclas. Isso possibilita sustentar algumas notas enquanto as mãos do pianista se encontram livres para tocar outras notas, o que é muito útil ao realizar, por exemplo, passagens em baixo contínuo. O pedal sostenuto foi o último a ser incrementado ao piano. Atualmente, quase todos os pianos de cauda possuem esse tipo de pedal, enquanto entre pianos verticais ainda há muitos que não o apresentam. Muitas peças do século XX requerem o uso desse pedal. Um exemplo é "Catalogue d'Oiseaux", de Olivier Messiaen.
Em muitos pianos verticais, nos quais o pedal central de sostenuto foi abolido, há no lugar do pedal central um mecanismo de surdina, que serve apenas para abafar o som do instrumento.
Recentemente os chamados pianos elétricos passaram por uma grande evolução. Têm exatamente o mesmo número de teclas do piano acústico e se aproximam cada vez mais do seu som. Muitos possuem ainda sons de outros instrumentos musicais, como os teclados eletrônicos. O 'som' do piano elétrico é na verdade uma gravação do 'som autêntico' de um piano, por isso, cada vez que se toca uma tecla, o 'som' é reproduzido em teclas chamadas de 'sensitivas', pois simulam a intensidade sonora do piano convencional.

A afinação de um piano

«Os afinadores de piano não afinam; desafinam (temperam) de uma maneira controlada»
Os martelos e as cordas do piano
 
Não é possível num instrumento com teclado ou com trastos obter quintas, terças e oitavas todas «justas» no sentido físico do termo, ou seja, perfeitamente consonantes. Em outras palavras, se afinarmos todas as quintas sem batimento, haverá batimentos para a oitava. E as terças não serão justas. Para chegar a oitavas perfeitas, o afinador tem que encurtar uma ou mais quintas. O temperamento de uma escala é exatamente o ajuste dos intervalos entre as notas, afastando-os do seu valor natural «harmônico», para fazer com que os intervalos caibam numa oitava.
No sistema de temperamento igual, que é o adotado atualmente no ocidente, os intervalos de quinta, terça e quarta não são perfeitamente consonantes. Mas o seu batimento é bem suportável e o ouvido contemporâneo já se habituou a ele. Só as oitavas são perfeitas.
Hoje em dia, depois de afinarem bem cada quinta, os afinadores encurtam-na ligeiramente temperando-a até que se ouça uma flutuação distinta de volume que tem um som «ondulante» - o que se chama um batimento. Na oitava central do piano, as quartas e quintas devem soar com aproximadamente um batimento (uma ondulação) por cada 2 segundos, enquanto as terceiras maiores e as terceiras menores devem criar aproximadamente 3 batimentos por segundo.
Excepto as oitavas, nenhum outro intervalo fica a soar «puro» acusticamente, embora a impureza seja suficientemente fraca para ser tolerável pelo ouvido. Mas só assim é possível conseguir que uma mesma melodia tocada em várias tonalidades soe do mesmo modo.
Além disso, os bons afinadores de piano aumentam as oitavas nos graves e nos agudos, para terem em conta as características da percepção auditiva humana. O que acontece é que o material com que são feitas as cordas provoca a existência de harmónicos ligeiramente mais elevados dos que correspondem a razões de inteiros, o que faz com que uma oitava só soe bem se for ligeiramente aumentada («stretched octave»). Tipicamente, as oitavas mais graves acabam por ficar cerca de 35 cent mais curtas e as mais agudas 35 cent mais longas do que a oitava central. O efeito é menor num piano de cauda, por ter cordas mais longas.
E não se deve de fato usar um temperamento igual nos agudos. Porque, com um temperamento igual, se executarmos passagens menos rápidas nas regiões agudas, usando 3ªs, já surgem cerca de 40 batimentos por segundo o que cria uma espécie de linha de baixo fundamental abominável, muito perto do verdadeiro baixo, que soa como se estivesse a ser tocada num instrumento desafinado.
É de referir que um piano normalmente fica, pelo menos, ligeiramente desafinado quando é transportado ou quando é sujeito a fortes correntes de ar.

FONTE - Wikipédia

Instrumentos - ONDAS MARTENOT

As Ondas Martenot (em francês: Ondes Martenot, õd maʀtəno), ondium Martenot ou ondas musicais são um instrumento musical eletrônico com teclado, criado em 1928 por Maurice Martenot. Trata-se de um dos instrumentos musicais electrónicos iniciais, e era originalmente muito semelhante ao teremim. Produz um som ondulante com válvulas termiónicas de frequência oscilatória.
As ondas Martenot foram usadas por vários compositores, em especial Olivier Messiaen, que para a sua obra "Fête des Belles Eaux", escrita para a Feira Mundial Internacional de 1937 em Paris as escolheu. Seguiram-se vários trabalhos, como a Turangalîla-Symphonie, Feuillets inédits, e Trois Petites Liturgies de la Présence Divine a sua ópera Saint-François d'Assise usa três ondas Martenot. Muitas das obras foram escritas para a sua cunhada, Jeanne Loriod, que foi professora de ondas Martenot no Conservatório de Paris.

Instrumentos - CELESTA

A celesta é um instrumento musical (concretamente, um idiofone de percussão) com um teclado, com lâminas de metal (habitualmente aço, percutidas por martelos, à semelhança do piano) suspensas sobre um corpo de madeira que faz ressonância, e com pedais para prolongar ou atenuar o som.A celesta soa uma oitava acima do que esta escrito
Costruída em 1886 pelo francês Auguste Mustel, a celesta fez a sua estréia no mundo musical com o ballet O Quebra-Nozes, de 1892, composto por Pyotr Ilyich Tchaikovsky.
A celesta (como o glockenspiel) é classificada como um metalofone.

Obras com participação de celesta

FONTE - Wikipédia

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