A NOVA CRISTANDADE

Estamos vivendo um momento de aridez intelectual. Assombra-me a incapacidade dos que lideram a igreja em debater questões prementes de nosso tempo, ou por total falta de conhecimento, ou por total falta de comprometimento.

ASSOCIAÇÕES INTEGRANTES DO ECAD

A Assembleia Geral, formada pelas associações musicais, é responsável pela fixação dos preços e regras de cobrança e distribuição dos valores arrecadados.

PRINCIPAIS GRAVADORAS DO MERCADO BRASILEIRO

Aqui você encotrará valiosas informações sobre as principais gravadoras do mercado fonográfico brasileiro, como endereço, e-mail, site e telefone

FONES DE OUVIDO DEBAIXO DA ÁGUA

O "Audio Bone Aqua" é colocado nas orelhas e transmitem diretamente para o crânio as vibrações geradas pela música. Este sinal se propaga assim para o ouvido interno, sem que o tímpano entre em ação.

LEI TORNA ENSINO DE MÚSICA OBRIGATÓRIO NAS ESCOLAS

A música vai conquistar diversos espaços nas escolas públicas e particulares. Segundo especialistas, a aprovação da Lei nº 11.769, desde agosto de 2008, representa um chamado à formação mais humana dos educandos, em que se possibilita o desenvolvimento de habilidades motoras, de concentração, além da sensibilidade para a percepção estética, capacidade de análise e crítica e de respeito ao outro.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Michael W Smith no Brasil em Janeiro de 2012

O cantor Michael W. Smith, a maior referência da música gospel mundial, detentor de inúmeros recordes, álbuns de sucesso, prêmios e milhões de discos vendidos ao longo de sua carreira estará no Brasil em janeiro de 2012.

De 10 a 18 de janeiro o cantor estará percorrendo diversas cidades do país apresentando seus grandes sucessos. Já confirmadas apresentações em Recife, Goiânia e Vila Velha/ES. Por sinal, em Vila Velha, o cantor estará participando pela primeira vez do mega evento "Jesus Vida Verão" promovido pela Igreja Batista da Praia da Costa.

Na agenda de seu site, Michael W. Smith já confirmou a participação na gravação do DVD comemorativo aos 20 anos de carreira da cantora Aline Barros que será gravado na cidade de Paulínia, cidade próxima à Campinas/SP. O evento acontecerá no dia 18 de janeiro no Teatro Municipal de Paulínia, um dos mais conceituados espaços culturais do país.

Confira abaixo as datas que já foram confirmadas e os locais de venda dos ingressos:

11/01 - Guarujá, SP

Cidade, Estado, Pais: GUARUJÁ / SÃO PAULO / BRASIL
Nome do local: ARENA GUARUJÁ SHOW
Onde os ingressos podem ser comprados: A ser definido, em breve mais informações
Informação do show: mais info em breve.

12/01 - Goiânia, GO

Cidade, Estado, Pais: GOIÂNIA / GOIÁS / BRASIL
Nome do local: GOIÂNIA ARENA
Onde os ingressos podem ser comprados: Nas igrejas Fonte de Vida em Goiânia. Em breve, mais locais...
Informação do show: 18hs Portões, 20hs Pedras Vivas, 21hs Michael W Smith

13/01 - Recife, PE

Cidade, Estado, Pais: RECIFE / PERNAMBUCO / BRASIL
Nome do local: CLUBE PORTUGUÊS
Onde os ingressos podem ser comprados: 81 3088 7275 ou nas livrarias Luz e Vida
Informação do show: http://www.recifepraise.com.br/

14/01 - Vila Velha, ES

Cidade, Estado, Pais: VILA VELHA / ESPÍRITO SANTO / BRASIL
Nome do local: JESUS VIDA VERÃO, PRAIA DA COSTA
Onde os ingressos podem ser comprados: Aberto ao público

Informação do show:
Abertura do evento ás 20:00hs
Apresentação do Michael W. Smith: 20:20hs – 22:20hs
Site do evento: http://www.jesusvidaverao.com.br



FONTE - Mídia Gospel

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

10º RECIFE FELIZ NATAL - 21/12/2011

10º RECIFE FELIZ NATAL

 Informações gerais:

 Data: 21 de dezembro de 2011 
 Horário: das 16 às 22 horas 
 Local: Pátio de São Pedro, no centro do Recife 


Programação


Show de Música cultural e Religiosa; Celebração Natalina com Dom Edvaldo Gonçalves do Amaral, arcebispo emérito de Maceió, 


Coleta de alimentos para projetos sociais 


Objetivo


Música e espiritualidade no centro do Recife Criar, no coração da capital, às vésperas do Natal, um evento religioso e Cultural que marque o período natalino e os 100 anos de Luiz Gonzaga o nosso Gonzagão,


Show com cantores Nordestinos e conhecidos nacionalmente. 


Para melhor compreensão: 
O evento acontece pelo 10º ano consecutivo no centro do Recife, com o propósito de cultivar um clima religioso no Natal da cidade do Recife 
 - Celebração religiosa presidida por Dom Edvaldo Gonçalves do Amaral, arcebispo emérito de Maceió; 
 - Presença e mensagem de Dom Fernando Saburido, arcebispo metropolitano;
 - Show Musical com artistas populares e religiosos; 
 - Coleta de alimentos para a Campanha do Natal Sem Fome. 


Cantores 


- Pe.Joãozinho: compositor e cantor de música religiosa, da Gravadora Paulinas-Comep.
- Pe. João Carlos e Banda. Pe. João Carlos é compositor e cantor de trânsito nacional, gravadora Paulinas, com 8 CDs gravados e 2 DVDs. 
 - Maciel Melo: forrozeiros que se jactam de fazer o "autêntico" forró pé-de-serra. 
 - Nando Cordel : cantor e compositor conhecido nacional e internacionalmente, tem 25 anos de carreira, 38 CDs lançados. Sendo 12 de coletâneas de músicas instrumentais e 01 de chorinho. Além de um DVD lançado em 2007. 
 - Santana, o cantador: cantor e compositor de musica regional. 
 - Cantores locais: Orlando Sérgio, Américo Júnior , Vox Dei. Pe. João Carlos 


Informações


www.padrejoaocarlos.com.br 


Padre da Congregação Salesiana de Dom Bosco; 
Coordena, atualmente, o trabalho da Congregação Salesiana no Nordeste; 18 anos de carreira musical, gravando pela Gravadora Paulinas.
 - Compositor e cantor de 8 CDs.; O 8º CD chama-se “Profetas”. 
 - Apresenta programas religiosos no Rádio e Televisão; Dirige a Associação Missionária Amanhecer, que procura ser uma presença de Igreja nos meios de comunicação. 


 Contatos


 Pe. João Carlos Ribeiro 


padrejcarlos@gmail.com 




 Wagner Santana 


 divulgacaopadrejoaocarlos@gmail.com 


 Lemos 


 www.amanhecer.org.br 


 www.padrejoaocarlos.com

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Festival comemora os 99 anos de Luiz Gonzaga



Luiz Gonzaga (Foto: Reprodução/TV Globo)
Se estivesse vivo, Luiz Gonzaga completaria 99 anos na terça-feira (13). Para comemorar a data, Exu, cidade natal do Rei do Baião, vai ser palco do Festival Pernambuco Nação Cultural, que traz sete dias de festa para a cidade do Sertão do Araripe, a partir desta segunda (12). A programação conta com shows no pátio de eventos e no Parque Aza Branca, onde serão montados dois palcos, missa, mostra de cinema e apresentações culturais.
O festival conta com a participação de diversos artistas da região do Araripe, uma forma de valorizar os músicos locais. “Todos eles bebem na fonte de Luiz Gonzaga, tudo do forró vem dele. O festival dá chance para os músicos do Araripe se apresentarem, dos forrozeiros locais mostrarem seu talento”, explica o coordenador geral do festival, Beto Rezende.
Nomes ilustres como Dominguinhos, Adelmário Coelho e Flávio Leandro fazem parte da programação. “Dominguinhos é aquele cara que tem toda uma simbologia, que é muito forte. Ele traz aquela marca de Luiz Gonzaga, não é a toa que é considerado sucessor dele”, conta Rezende. Waldonys, Beto Ortis, Genaro e Targino Gondim são outros nomes que o produtor ressalta na programação.
Realizado pelo Governo do Estado, através da secretaria de Cultura e Fundarpe, o festival conta com um momento especial no domingo (18), quando acontece uma missa embaixo do pé de juazeiro, no Parque Aza Branca, celebrada pelo bispo da diocese de Salgueiro, Dom Magnus Henrique. “Vão ser sete dias de comemoração para dar o ponta pé inicial dos cem anos de Gonzagão”, afirma.
Luiz Gonzaga (Foto: Reprodução/TV Globo)
Para Rezende, no próximo ano as festas serão ainda maiores para aquele a quem considera o maior compositor de todos os tempos. “A diferença de Gonzaga para os outros é que ele cantou de tudo, cantou a energia elétrica de Paulo Afonso, os animais do Sertão, a Asa Branca. Ele cantou o Brasil, ele é um cara sensacional, junto com os parceiros dele como João Silva e Humberto Teixeira. O que não vai faltar é homenagem nesse centenário”, acredita.
Além da programação musical, o evento conta com a Primeira Jornada de Cinema e Vídeo do Sertão do Araripe, em que serão exibidos 14 curtas-metragens, com palestra do cineasta Marcos Carvalho sobre o tema "Sertão". A mostra acontece na quinta-feira (15), a partir das 19h, no auditório do Colégio Municipal Bárbara de Alencar.
Programação:
Palco Pernambuco Nação Cultural - Canta Luiz Gonzaga (Praça de Eventos)
Segunda-feira (12)
20h - Dijesus
21h20 - Luizinho Calixto
22h40 - Família Gonzaga: Joquinha Gonzaga, Sérgio e Daniel Gonzaga
23h40 - Abertura oficial do centenário - queima de fogos e pronunciamento do prefeito de Exu
0h20 - Dominguinhos com participação especial de Liv Moraes
01h40 - Leninho e o sexteto Boca de Caieira
03h - forrozeiros de Luiz: Zenilton, Vital Barbosa, Claudiana Di França, Ana Paula e Forrozeiros de Gonzaga

Terça-feira (13)
20h - coral de aboios de Serrita
21h20 - Chá Cutuba
22h40 - Leonardo D'Luna
0h - Joãozinho de Exu
01h20 - Targino Gondim
02h40 - Waldonys
Quarta-feira (14)
21h - Fua Carvalho
22h20 - Antônio da Mutuca
23h40 - Donizete Batista
01h - Sotaque Nordestino
02h20 - Raimundinho do Acordeon

Palco Pernambuco Nação Cultural - Viva Gonzagão (Parque Aza Branca)
Sexta-feira (16)
20h - Jaiminho do Acordeon
21h20 - Maria Lafaete
22h40 - Epitácio Pessoa
0h - Flávio Leandro
01h20 - Flávio José
02h40 - Bel Lima

Sábado (17)
21h - Mauro Sanfoneiro
22h20 - Seguidores do Rei
23h40 - Joquinha Gonzaga
01h - Adelmário Coelho
02h20 - Fabio Carneirinho

Palco Juazeiro (pé de juazeiro - Parque Aza Branca)
Domingo (18)
11h - missa em homenagem aos 99 anos de Gonzagão - em baixo do pé de juazeiro, com a participação do bispo da Diocese de Salgueiro, Dom Magnus Henrique
14h - forró em baixo do pé de juazeiro
16h - grupo de sanfoneiro e de dança
17h10 - Zezinho do Exu
18h20 - Flávio do Baião
19h30 - Beto Ortiz e banda
20h30 - Genaro e banda
21h50 - Toinho do Baião
23h - Dorgival Dantas

1ª Jornada de Cinema e Vídeo do Sertão do Araripe
Quinta-feira, 15 de dezembro, às 19h
Local: auditório dr. Givaldo Peixoto de Carvalho - Colégio Municipal Bárbara de Alencar

Celebração da novena de Santana
Terça-feira (13), às 19h
Igreja Matriz de Exu
FONTE - G1 - PE

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

XIV Festival Recife do Teatro Nacional


Logo após a bela edição do Festival Internacional de Teatro de Objetos (Fito), começa esta quarta-feira (16/11) e segue até o dia 28 de novembro o XIV Festival Recife do Teatro Nacional (FRTN). Durante 13 dias o FRTN recebe 16 espetáculos e 36 apresentações, que serão distribuídos nos teatros Hermilo Borba Filho, Santa Isabel, Apolo, Luiz Mendonça, Barreto Júnior e Marco Camarotti. A abertura do evento – que é uma realização da Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Cultura do Recife e da Fundação de Cultura da Cidade do Recife – será nesta quarta, às 20h, no Teatro Luiz Mendonça, do Parque Dona Lindu, em Boa Viagem.

Na primeira noite, a plateia vai conferir gratuitamente o espetáculo O Escuro, do dramaturgo e diretor Leonardo Moreira. Encenada pela Cia. Hiato (SP), a peça tem 90 minutos de duração, e se utiliza de uma estrutura comum à dramaturgia audiovisual: narrativas ligadas em redes, fatos convergentes e vidas transpostas. Através de estranhamentos bem-humorados, a montagem reflete sobre outras formas de percepção da realidade, além de diferentes perspectivas sobre o cotidiano e estratégias alternativas de comunicação entre as pessoas. O espetáculo recebeu importantes premiações, como o Prêmio Estímulo Novos Textos de Dramaturgia para Teatro, da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

A programação do XIV FRTN – que tem coordenação de Vavá Schön-Paulino e curadoria do jornalista Valmir Santos – traz como tema o Desafio Convivencial, prestando uma homenagem ao grupo teatral Vivencial Diversiones, que teve grande destaque no Recife nas décadas de 1970 e 1980. Seguindo essa premissa, o Festival Recife do Teatro Nacional conta com uma programação diversificada, trazendo apresentações de sete companhias nacionais e quatro locais, além de lançamentos de livros, oficinas e um workshop gratuito sobre Dramaturgia Cúmplice, ministrado por Leonardo Moreira e pelos atores da Cia. Hiato.

Entre os destaques do Festival está o lançamento do livro Transgressão em 3 atos: nos Abismos do Vivencial, que acontecerá no dia 26 de novembro, às 18h, no Espaço de Convivência do Centro Apolo-Hermilo. A obra, escrita pelos jornalisas Alexandre Figueirôa, Cláudio Bezerra e Stella Maris Saldanha, faz parte de um projeto dos três, que tem por finalidade a realização de uma pesquisa sobre a transgressão estética, política e de costumes dos grupos Teatro Popular do Nordeste (TPN), Teatro Hermilo Borba Filho (THBF) e Vivencial Divesiones. O trabalho a ser lançado no FRTN faz um resgate da história do Vivencial, e conta com prefácio assinado por Antônio Cadengue.

A programação contempla ainda as Mesas de Reflexão – Modos de Criar, onde estarão em pauta as experiências de artistas que acumulam procedimentos de dramaturgia e direção em seus espetáculos. As mesas abordam também os desafios do programa do Instituto Itaú Cultural, que promove intercâmbio criativo entre grupos teatrais de diferentes Estados.

Na programação descentralizada, que acontece em vários pontos da cidade, quem se apresenta é o grupo de teatro cearense Garajal, com o espetáculo O encontro de Shakespeare com a cultura popular: Romeu e Julieta. Os ingressos para todos os espetáculos do Festival – que conta ainda com as apresentações das peças Senhora dos Afogados (PE), Corte Seco (RJ) e Simplesmente eu, Clarice Lispector (RJ), entre outros – custam R$ 5,00. A programação completa você pode conferir no site do XIV FRTN

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Yamandu Costa e Renato Borghetti em Recife

Em turnê pelo Nordeste, Yamandu Costa e Renato Borghetti presenteiam o público recifense com duas noites de show na capital pernambucana, nos dias 12 e 13 de novembro. As apresentações serão no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem. Depois, a dupla segue para Fortaleza (15 e 16) e João Pessoa (19).

A apresentação dos artistas gaúchos, parceiros de longa data, é um encontro entre o violão de sete cordas de Yamandu e a gaita ponto de Borghetti, instrumentos que poucas vezes se cruzam no palco.
A dupla contará, ainda, com a participação do violonista, maestro e arranjador Daniel Sá e do baixista Guto Virte. No repertório, temas clássicos, música do Rio Grande do Sul, releituras inéditas e improvisos.

Serviço
Yamandu Costa e Renato Borghetti
Dias 12 e 13 de novembro, às 21h
Ingresso: R$ 30 (inteira) e R$15 (meia entrada)
Pontos de venda: Passa Disco (81-3268.0888) e Gramophone (81-3464.6298)
Informações: (81) 3355.9821

FONTE - G1 - Pernambuco

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Projeto "Observa e Toca" movimenta a Torre Malakoff no Recife aos Domingos

China Apresenta do Projeto na torre Malakoff Neste domingo dia 6 começa o Projeto Observa e Toca Malakoff, a partir das 16h, na Torre Malakoff, Bairro do Recife.
O projeto conta com a apresentação dos shows do cantor CHINA e tem como objetivo movimentar a produção musical em Pernambuco qualificando os profissionais da área com a oferta de palestras e oficinas.
O Quinteto Violado e DJ Dolores e a palestra sobre a retomada do Vinil são algumas das atraçõe que vai rolar no Projeto.


Confira a Programação:

6 de novembro
16h – Palestra: A Retomada do Vinil
Palestrantes: Rafael Ramos (Polysom – RJ) e Danilo Paiva (Cd Mix – PE)
17:30h – Banda Principal: Orchestra Santa Massa
18:30h – Intervenção Poética: Projeto Leite de Onça: Artur Rogério (Poeta) + Daniel Rangel (músico)
19h – Bandas inscritas: Tio Zé Bá e Apocalypse Reggae e Trombomba
20 de novembro
16h – Palestra: Produção do Artista Popular: Cuidados e Particularidades
Palestrantes: Alexandre L’omi L’odò (Músico e Produtor – PE), Guitinho (Músico – PE) e Carlos Carvalho (Secult – PE)
17:30h – Banda Principal: Quinteto Violado
18:30h – Intervenção Poética: Raísa Feitosa (poetisa) + Lula do Pandeiro
19h – Bandas Inscritas: Mesa de Samba Autoral e Ferrugem
4 de dezembro
16h – Palestra: Intercâmbio com o Mercado Latino Americano
Palestrantes: Pablo Hierro (Scartter Records – Buenos Aires/AR), Fernando Rosa (RS) e Antônio Gutierrez (Produtor – PE)
17:30h – Banda Principal: Júpiter Maçã (SP)
18:30h – Intervenção Poética: Gabriele Vitória (poetisa) + Túlio Falcão (músico)
19h – Bandas Inscritas: Novanguarda e Embuás
Oficinas
Oficina: Produção executiva para shows e eventos
Oficineiro: Sérgio Valença
Período: Aula à tarde nos dias: 8 e 9/15 e 16/ 22 e 23 de novembro (terças e quartas) e laboratório dias: 6 e 20 de novembro e 4 de dezembro

FONTE - Pernambuco Cultural

sábado, 5 de novembro de 2011

33ª Festa da Vitória Régia neste final de semana



 Nesta sexta-feira a praça de Casa Forte, no Recife, sedia a 33ª edição da Festa da Vitória Régia. Atrações culturais e religiosas, feira de artesanato e parquinho de diversões estão entre as atrações da festa, que segue até o domingo (6). Maestro Forró e Orquestra Popular da Bomba do Hemetério marcam o início do festejo, que tem como homenageado deste ano o cônego José Edwaldo Gomes.

O objetivo da festa, que acontece anualmente, é arrecadar fundos para a creche beneficente Menino Jesus. Apresentações religiosas como a do Padre João Carlos, não ficam de fora deste tradicional evento recifense.

Confira a programação completa:
Sexta-feira
18h - Banda Sinfônica do Cemo
19h05 - O Baile do Menino Deus - Creche Beneficente Menino Jesus
19h50 - Pastoril
20h45 - Banda Anos Dourados
21h50 - Benil
22h55 - Orquestra Metais Banda Show
0h - Maestro Forró e Orquestra Popular da Bomba do Hemetério

Sábado
18h - Pastoril
18h55 - Banda Mercado
20h - Luiz Vieira
21h05 - Josildo Sá
22h10 - Madeira Delay
23h20 - Território Nordestino e convidados

Domingo
9h - Atividades na praça
11h - Maracatu Traga a Vasilha
11h40 - Maracatu Tambores D'olorum
12h20 - Apresentação Cultural CCMA
13h05 - Trio Raízes
14h05 - Bira Simão
15h05 - Sunset Som de Praia
16h10 - Lucas Rodrigues e Juliana Cantarelli
16h55 - Banda Vox Dei
18h - Pastoril
19h05 - Padre João Carlos
20h10 - Ministério de Música Sacrum Cor

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Aula de Guitarra Flamenca com Nono García - Dia 05/11/2011


No Instituto Cervantes acontecerá a "Aula Magistral de Guitarra Flamenca com Nono Garcia.

Nono Garcia é violonista e compositor, professor da “Escuela de Música Creativa” de Madri, finalista do "Prêmio de Música da Espanha" e premiado pela crítica nacional do Flamenco com o prêmio “Flamenco, Hoy”.





Sábado, 5 de Novembro

09:00 - 12:00

Ingressos - R$ 30,00

Local - Instituto Cervantes de Recife

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Nico Assumpção - Workshop no Conservatório de Tatui - SP - 1993



Mais um workshop do grande Nico.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Recife Jazz 2011



04/11 (sexta-feira)

OFICINAS - Livraria Cultura 14h às 16h – Saxofone - Benoit Berthe (França) 16h às 18h - Piano - Jeff Gardner (EUA)

SHOWS - Teatro Santa Isabel 20h - Luciano Magno (PE) Nono Garcia (Espanha) Back Quartet (França)

05/11 (sábado)

OFICINAS- Livraria Cultura 14h às 16h - Usine - software de edição de áudio - Alain Vankenhove (França) 16h às 18h - Bateria - Carlos Balla (RJ) OFICINA - Instituto Cervantes 9h às 12h - Classe Magistral de Guitarra Flamenca com Nono García SHOWS - Teatro Santa Isabel 20 h - Raimundo Santander (Chile) Alain Vankenhove (França) Jeff Gardner - Carlos Balla (EUA-RJ)

SERVIÇO Recife Jazz Festival 2011 4, 5 e 6 de novembro

SHOWS: - Teatro Santa Isabel - Entrada: R$ 60,00 inteira / R$ 30,00 meia (na bilheteria do teatro - informações pelo telefone 81 3232-2939)

- Pátio de São Pedro – Entrada gratuita

WORKSHOPS: - Instituto Cervantes de Recife – Inscrição: R$ 30,00 (inscrições e informações pelo telefone 81 3334-0450) - Livraria Cultura – Entrada gratuita (informações pelo telefone 81 2102-4033)

Ingressos Antecipados R$ 50,00 e 25,00 Meia entrada para estudantes, idosos, músicos, professores, assinantes JC.

Planeta TERRA Festival 2011

Quer ir ao Planeta Terra, mas não conseguiu ingressos? Saiba como curtir o festival e ainda levar os seus amigos com você!

No line up da 5ª edição do Planeta Terra estão confirmadas as bandas The Strokes, Interpol, White Lies, Beady Eye, entre outras. Sim, o festival que acontecerá no Playcenter, em São Paulo (05/10),  teve os três lotes de ingressos esgotados apenas 14 horas depois do início da vendagem. Mas a boa notícia é que ainda dá tempo de conseguir o seu ingresso!
O Eu Faço Acontecer – comunidade do Banco do Brasil, voltada para o público jovem que faz a diferença através de fotos, vídeos e músicas -  lançou o concurso Minha Galera BB que leva o ganhador e mais três amigos para curtir o Planeta Terra.
Para participar é preciso produzir um texto, imagem ou vídeo criativo sobre o Banco do Brasil e o FIES (Fundo de Financiamento do Ensino Superior), acessar a fan page Eu Faço Acontecer seguir as instruções e postar sua participação. Os trabalhos serão submetidos ao voto popular e os cinco mais votados ganharão 4 ingressos para o Planeta Terra. As inscrições são válidas até 31 de outubro. Participe já!  

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

VIRADA MULTICULTURAL DO RECIFE


Com o lema “Recife é mais cultura na veia”, a Virada Multicultural do Recife – Conexão Nordeste, projeto da Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), traz à capital pernambucana três dias ininterruptos de diversas expressões artísticas. Na manhã desta terça-feira (4), o prefeito João da Costa anunciou a programação completa do evento que acontecerá nos dias 14, 15 e 16 de outubro, em vários equipamentos culturais da cidade.
Esta será a primeira Virada Multicultural, realizada por meio da Secretaria de Cultura, da Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR) e da Secretaria de Turismo. O grande mote do evento é convidar a população a se apropriar da cidade por meio do acesso aos bens culturais, como acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro, com atrações de música, artes cênicas, cinema, literatura, artes visuais, moda e gastronomia.
“Estamos apresentando hoje de forma definitiva a programação da Virada Multicultural do Recife, uma iniciativa do nosso governo que amplia a política cultural da cidade. Será mais um ciclo festivo, além do Carnaval, São João e Natal/Reveillon, que valorizará as expressões culturais, o acesso e a democratização da cultura. Além disso, estamos dando um passo para aprofundar o intercâmbio com o Nordeste, trazendo artistas dos outros estados”, afirmou João da Costa.
Na programação, há atividades para todos os gostos, desde manifestações culturais tradicionais até artistas de vanguarda, representando os nove estados do Nordeste. Das 18h da sexta-feira (14) até a madrugada de segunda-feira (17), serão mais de 400 atrações gratuitas entre música (62 atrações), literatura (10 ações), cinema (200 exibições), recitais poéticos, artes cênicas (83 atrações), artes visuais e moda, além de quatro “cortejos” puxados pela Frevioca. Haverá ainda palestras, debates e oficinas.
Os eventos estão espalhados por diversos equipamentos culturais do Recife, como os mercados (Encruzilhada, Madalena e Boa Vista), parques (Jaqueira e Dona Lindu), ruas e praças, museus, espaços culturais, cinemas (São Luiz e Fundaj), teatros (Arraial, Parque, Apolo, Hermilo e Santa Isabel) e bibliotecas.
SHOWS – A música funciona como carro chefe dentro da programação da Virada Multicultural do Recife. Os shows irão acontecer em palcos estrategicamente montados por vários cantos da cidade como Marco Zero, Arsenal, Pátio de São Pedro, Parque 13 de Maio e Dona Lindu. Entre os destaques, shows como os de Siba (PE), Orquestra Contemporânea de Olinda (PE), Nação Zumbi (PE), o internacional Buena Vista Social Club (Cuba), Alceu Valença (PE) e Fagner (CE), no Marco Zero; Chico César (PB), Maestro Spok e Gafieira de Bamba (PE), Lucas Santanna e Paulinho Boca de Cantor (BA) e Karina Buhr (PE) nos outros palcos.
TEATRO – As artes cênicas também serão representadas por intervenções artísticas de rua com grupos de dança (Eu vim da Ilha e Zambo, ambos de PE), e teatro (Por que a gente é assim?/CE) na Rua da Moeda; Cacuetê, com Maycira Leão (SE)/Teatro Apolo; peças teatrais como Sebastião (BA), Divinas (PE) e Totem (PE), e vários espetáculos circenses, a partir da parceria com o Festival Internacional de Circo.
CINEMA – O segmento do audiovisual também participará deste calendário de atividades, com a Mostra Audiovisual Nordeste. A Gerência Operacional de Audiovisual da Fundação de Cultura Cidade do Recife vai exibir 41h30 de filmes de curta-metragem, média-metragem e longa-metragem pernambucanos e nordestinos no Cinema Apolo, Cinema São Luiz, Parque 13 de Maio, no Sítio Trindade, no Museu Murillo La Greca , Biblioteca de Afogados, no Ibura e na Fundação Joaquim Nabuco.
Para conferir a programação completa, acesse www.viradamulticultural.rec.br

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Morre Steve Jobs, fundador da Apple

Steve Jobs (Foto: Moshe Brakha/AP)

Criador da Apple impôs visão de simplicidade no mercado da tecnologia.

Da experiência com drogas às brigas, conheça a trajetória do empresário.

Morreu nesta quarta-feira (5) aos 56 anos o empresário Steven Paul Jobs, criador da Apple, maior empresa de capital aberto do mundo, do estúdio de animação Pixar e pai de produtos como o Macintosh, o iPod, o iPhone e o iPad.
Idolatrado pelos consumidores de seus produtos e por boa parte dos funcionários da empresa que fundou em uma garagem no Vale do Silício, na Califórnia, e ajudou a transformar na maior companhia de capital aberto do mundo em valor de mercado, Jobs foi um dos maiores defensores da popularização da tecnologia. Acreditava que computadores e gadgets deveriam ser fáceis o suficiente para ser operados por qualquer pessoa, como gostava de repetir em um de seus bordões prediletos, que era "simplesmente funciona" (em inglês, "it just works"). O impacto desta visão foi além de sua companhia e ajudou a puxar a evolução de produtos como o Windows, da Microsoft.
A luta de Jobs contra o câncer desde 2004 o deixou fisicamente debilitado nos anos de maior sucesso comercial da Apple, que escapou da falência no final da década de 90 para se transformar na maior empresa de tecnologia do planeta. Desde então, passou por um transplante de fígado e viu seu obituário publicado acidentalmente em veículos importantes como a Bloomberg. Há 42 dias, deixou o comando da empresa.
Foi obrigado a lidar com a morte, que temia, como a maioria dos americanos de sua geração, desde os dias de outubro de 1962 que marcaram o ápice da crise dos mísseis cubanos. "Fiquei sem dormir por três ou quatro noites porque temia que se eu fosse dormir não iria acordar", contou, em 1995, ao museu de história oral do Instituto Smithsonian.
"Ninguém quer morrer", disse, posteriormente, em discurso a formandos da universidade de Stanford em junho de 2005, um feito curioso para um homem que jamais obteve um diploma universitário. "Mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para chegar lá. E, por outro lado, a morte é um destino do qual todos nós compartilhamos. Ninguém escapa. É a forma como deve ser, porque a morte é provavelmente a melhor invenção da vida. É o agente da vida. Limpa o velho para dar espaço ao novo."
Homem-zeitgeist
A melhor invenção da vida, nas palavras do zen-budista Jobs, deixa a indústria da tecnologia órfã de seu "homem-zeitgeist", ou seja, o empresário que talvez melhor tenha capturado a essência de seu tempo. Jobs apostou na música digital armazenada em memória flash quando o mercado ainda debatia se não seria mais interessante proteger os CDs para fugir da pirataria.
Home da Apple (Foto: Reprodução)Na página da Apple, foto em homenagem ao
fundador (Foto: Reprodução)
Ele acreditou que era preciso gastar poder computacional para criar ambientes gráficos de fácil utilização enquanto as gigantes do setor ainda ensinavam usuários a editar o arquivo "AUTOEXEC.BAT" para configurar suas máquinas. Ele viu a oportunidade de criar smartphones para pessoas comuns ao mesmo tempo em que o foco das principais fabricantes era repetir o sucesso corporativo do BlackBerry.
Sob o comando de Jobs, a Apple dizia depender muito pouco de pesquisas de mercado. “Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido", afirmou, em entrevista à revista "Fortune" em 2008. Em 2010, quando perguntado sobre quanto a Apple havia gasto com pesquisa com consumidores havia sido feito para a criação do iPad, Jobs respondeu que "não faz parte do trabalho do consumidor descobrir o que ele quer. Não gastamos um dólar com isso."
Nem sempre esta habilidade garantiu o sucesso da Apple, como na primeira versão da Apple TV, computador adaptado para trabalhar com central multimídia que não conseguiu um volume de vendas relevantes. Mas Jobs conseguia minimizar os fracassos: no caso da Apple TV, ele dizia que se tratava de um "hobby", um projeto pessoal que não fazia tanta diferença nos planos da empresa.
Perfeccionista e workaholic, Jobs gostava de controlar todos os pontos da produção da Apple, resistindo, inclusive, à decisão de terceirizar gradativamente a fabricação dos produtos da companhia para fabricantes chineses - plano proposto e executado pelo agora novo comandante da companhia, Tim Cook, e que se mostrou acertado.
Conhecido como um “microgerente”, nenhum produto da Apple chegava aos consumidores se não passasse pelo padrões Jobs de qualidade e de excentricidade. Isso incluía, segundo relatos, o número de parafusos existentes na parte inferior de um notebook e a curvatura das quinas de um monitor. No dia do anúncio de que Jobs estava deixando o comando da Apple, Vic Gundotra, criador do Google Plus, contou que recebeu uma ligação do presidente da Apple no domingo para pedir que fosse corrigida a cor de uma das letras do ícone do atalho do Google no iPhone.
Steve Jobs anunciou que deixará cargo de presidente da Apple (Foto: Reuters)Steve Jobs durante apresentação de produto
da Apple nos EUA (Foto: Reuters)
 
Na busca por produtos que fossem de encontro com seu padrão de qualidade pessoal, Jobs era criticado em duas frentes. Concorrentes e boa parte dos consumidores que tentavam fugir da chamado "campo de distorção da realidade" criado pela Apple reclamavam das diversas decisões que faziam dos produtos da companhia um "jardim fechado", incompatíveis com o resto do mundo e restritos a normas que iam além de restrições tecnológicas. Tecnicamente sempre foi possível instalar qualquer programa no iPhone, mas a Apple exige que o consumidor só tenha acesso aos programas aprovados pela companhia.
Internamente, entre alguns de seus funcionários, deixou a imagem de "tirano". Alan Deutschman, autor do livro “The second coming of Steve Jobs", afirma que, ao lado do "Steve bom", o mago das apresentações tão aguardadas pelo didatismo e capacidade de aglutinar o interesse do consumidor, também existia o “Steve mau”, um sujeito que gostava de gritar, humilhar e diminuir qualquer pessoa que lhe causasse algum tipo de desprazer.
Ao jornal “The Guardian”, um ex-funcionário que trabalhou na Apple por 17 anos comparou a convivência com Steve com à sensação de estar constantemente na frente de um lança-chamas. À revista “Wired”, o engenheiro Edward Eigerman afirmou: “mais do que qualquer outro lugar onde já trabalhei, há uma grande preocupação sobre demissão entre os funcionários da Apple”. A mesma publicação contou que o diretor-executivo não via problemas em estacionar sua Mercedes na área da empresa reservada aos deficientes físicos -- às vezes, ele ocupava até dois desses espaços.
Jobs também sempre precisou de um "nêmesis", um inimigo que ele satanizava e ridicularizava em público como contraponto de suas ações na Apple. O primeiro alvo foi a IBM, com quem disputou o mercado de computadores pessoais principalmente no início dos anos 80. Depois, a Microsoft, criadora do MS-DOS e do Windows. Mais recentemente, Jobs vinha mirando o Google, gigante das buscas na internet cujo presidente chegou a fazer parte do conselho de administração da Apple, e que investiu no mercado de sistemas para smartphones com o Android. Jobs ordenou que a Apple lutasse, mesmo que judicialmente, contra o programa que ele considerava um plágio do iOS, coração do iPhone e do iPad.
Steve Jobs (Foto: Kimberly White/Reuters)Steve Jobs (à direita), ao lado do antigo sócio
Steve Wozniak (Foto: Kimberly White/Reuters)
Do LSD ao Mac

O sucesso empresarial de Jobs é ainda um dos principais resquícios da transformação da contracultura dos anos 60 e 70 em mainstream nas décadas seguintes. A companhia que hoje briga para ser a maior do mundo foi fundada após Jobs ir à Índia em 1973 em busca do guru Neem Karoli Baba. O Maharaji morreu antes da chegada de Jobs, mas o americano dizia que havia encontrado a iluminação no LSD.
"Minhas experiências com LSD foram uma das duas ou três coisas mais importantes que fiz em minha vida", disse, em entrevista ao "New York Times". Depois, afirmou que seu rival, Bill Gates, seria "uma pessoa (com visão) mais ampla se tomasse ácido uma vez". O LSD foi a mesma droga que fascinara o inventor do mouse e precursor do ambiente gráfico, Douglas Englebart, cerca de dez anos antes de Jobs.
Coincidentemente foram o mouse e o ambiente gráfico os inventos que chamaram a atenção de Jobs na fatídica visita ao laboratório da Xerox em Palo Alto, em 1979. É uma das histórias mais contadas e recontadas do Vale do Silício, e as versões variam entre acusações de espionagem industrial à simples troca pela Apple de patentes que a Xerox não teria interesse em desenvolver por ações da companhia, que abriria seu capital no ano seguinte.
Fato é que a equipe de Jobs voltou da visita encantada com a metáfora do "desktop" utilizada pelo Xerox Alto. A integração entre ícones representando cada uma das funções do computador, acessadas por meio de uma seta comandada por um mouse, foi a base do Apple Lisa e, posteriormente, do Macintosh.
Steve Jobs (Foto: Robert Galbraith/Reuters)Steve Jobs, em uma das últimas aparições à frente
da Apple (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
 
Com o "Mac", enfim, Jobs conseguiu colocar em prática a visão de que havia desenvolvido em parceria com o amigo e sócio Steve Wozniak, responsável pela criação das soluções técnicas que fizeram dos primeiros computadores da Apple máquinas que mudaram o cenário da computação "de garagem" que vinha se desenvolvendo nos Estados Unidos nos anos 70. Agora, 8 anos após a fundação da empresa, Jobs e "Woz" apresentavam um computador que não era feito para "o restante de nós".
"Algumas pessoas acreditam que precisamos colocar um IBM PC sobre cada escrivaninha para melhorarmos a produtividade. Não vai funcionar. As palavras mágicas especiais que você precisa aprender são coisas como 'barra Q-Z'. O manual para o WordStar, processador de texto mais popular, tem 400 páginas. Para escrever um livro, você precisa ler um livro - e um que parece um mistério complexo para a maioria das pessoas", afirmou Jobs em entrevista publicada pela Playboy americana de fevereiro de 1985.
Na frase, Jobs demostra que queria enfrentar a IBM, gigante nascida no início do século e que, depois de dominar o mercado de servidores corporativos, queria tomar também o setor de computadores pessoais. Para ele, as máquinas da IBM eram feitas "por engenheiros e para engenheiros", e havia a necessidade de criar algo para o "restante", ou, como diria a famosa campanha "Pense diferente" da Apple de 1997, um computador para "os loucos, os desajustados, os rebeldes (..), as peças redondas encaixadas em buracos quadrados".
Saída da própria empresaMas o sucesso do Mac - que viria posteriormente a impulsionar a adoção de ambientes gráficos até mesmo entre os computadores da IBM (com o Windows, criado pela Microsoft) - não evitou que Jobs acabasse demitido de sua própria companhia. As disputas internas entre equipes que queriam investir no mercado corporativo e as que apostavam apenas no consumidor fizeram com que John Sculley, vindo da Pepsi à convite do próprio Jobs, convencesse o conselho de administração de que era hora da empresa se livrar de seu fundador.
Durante a década em que esteve fora, Jobs fez dois investimentos que acabaram, de maneiras diferentes, alavancando o mito em torno de seu "toque de midas". No primeiro, pagou US$ 10 milhões pela problemática divisão de computação gráfica da LucasFilm, empresa de George Lucas responsável por franquias do cinema como Star Wars e Indiana Jones. A nova empresa foi batizada de Pixar, e após emplacar sucessos como “Toy story”, “Vida de inseto”, “Monstros S.A.” e “Procurando Nemo”, acabou sendo adquirida pela Disney por US$ 7,4 bilhões em 2006. No processo, Jobs se transformou no maior acionista individual da companhia de Mickey Mouse.
O outro investimento foi a semente não apenas do retorno de Jobs à Apple, mas teve relação direta com o surgimento da World Wide Web, invenção que impulsionou o crescimento da internet no mundo. Com a NeXT, Jobs desenvolveu computadores poderosos indicados para o uso educacional e desenvolvimento de programas. Um terminal NeXT foi usado por Tim Berners-Lee como o primeiro servidor de web do mundo, em 1991. Em dezembro de 2006, a Apple adquiriu a NeXT, manobra que serviu para incorporar tecnologias ao grupo e trazer Jobs de volta para o comando da companhia.
Steve Jobs (Foto: Kimberly White/Reuters)Steve Jobs com seu sucessor no comando da
Apple, Tim Cook (Foto: Kimberly White/Reuters)
 
O retorno de Jobs marca o início de uma era de crescimento para a Apple incomum na história do capitalismo americano. A sequência de sucessos - alguns atrelados a mudanças no paradigma de mercados importantes - inclui o MacBook, o tocador digital iPod, a loja virtual iTunes, o iPhone e o iPad. A maioria destes produtos veio de ideias impostas pelo próprio Jobs. À revista “Fortune”, em 2008, Jobs falou sobre sua tão aclamada criatividade - "sempre aliada ao trabalho duro", como ele mesmo enfatizou. "Não dá para sair perguntando às pessoas qual é a próxima grande coisa que elas querem. Henry Ford disse que, se tivesse questionado seus clientes sobre o que queriam, a resposta seria um cavalo mais rápido."
Nesta segunda passagem, Jobs reforçou ainda o legado de um empresário ímpar, que impunha uma visão holística na criação, desenvolvimento e venda de seus produtos, Do primeiro parafuso ao plástico que embalaria a caixa de cada aparelho, passando por custo, publicidade, estratégia de vendas.
Sigilo na vida pessoal
A mesma discrição que Jobs impunha na vida profissional - os lançamentos da Apple sempre foram tratados como segredo, aumentando a gerar um movimento de especulação que acabava servindo como publicidade gratuita - foi adotada em sua vida pessoal. Por isso, a luta do executivo contra o câncer no pâncreas foi tratada com muito sigilo, dando margem a uma infinidade de boatos.
Em 2004, Jobs fez tratamento após descobrir um tipo raro da doença. Durante o ano de 2008, Jobs foi aparecendo cada vez mais magro e os boatos aumentaram, até que ele anunciou em janeiro de 2009 seu afastamento da diretoria da empresa para cuidar da saúde. No início de 2011, novo afastamento, até que, em agosto, Jobs deixou de vez o comando da Apple. "Eu sempre afirmei que se chegasse o dia em que eu não fosse mais capaz de cumprir minhas obrigações e expectativas como CEO da Apple, eu seria o primeiro a informá-los disso. Infelizmente, este dia chegou", afirmou, em comunicado.
Steve Jobs apresenta o iPhone 4, em junho de 2010 (Foto: Robert Galbraith/Reuters)Steve Jobs apresenta o iPhone 4, em junho de
2010 (Foto: Robert Galbraith/Reuters)
 
A vida reservada fez, por exemplo, que Jobs não tivesse contato direto com sua família biológica. Nascido em 24 de fevereiro de 1955 em San Francisco, filho dos então estudantes universitários Abdulfattah John Jandali, imigrante sírio e seguidor do islamismo, e Joanne Simpson, foi entregue à adoção quando sua mãe viajou de Wisconsin até a Califórnia para dar à luz.
Segundo o pai biológico, os sogros não aprovavam que sua filha se casasse com um imigrante muçulmano. Lá, ele foi adotado por Justin e Clara Jobs, que moravam em Mountain View. Seus pais biológicos depois se casaram e tiveram uma filha, a escritora Mona Simpson, que só descobriu a existência do irmão depois de adulta.
Do pai adotivo, herdou a paixão de montar e desmontar objetos. Assim como Paul, Steve não chegou a ser um especialista em eletrônicos, mas ao aprender os conceitos básicos conseguiu se aproximar das pessoas certas no lugar certo. Vivendo no Vale do Silício, conheceu Steve Wozniak, gênio criador do primeiro computador da Apple. Trabalhou na Atari até decidir criar, com Woz, sua própria empresa.
Em mais uma conexão com a contracultura, Jobs teria tido um relacionamento de curta duração com a cantora folk Joan Baez, ex-namorada do ícone da música Bob Dylan, talvez o maior ídolo do empresário.
Casado com Laurene Powell desde 1991, Jobs deixa quatro filhos: Reed Paul, Erin Sienna, e Eve, nascidos de seu relacionamento com Laurene, e Lisa Brennan-Jobs, de um relacionamento anterior com a pintora Chrisann Brennan.

FONTE - G1

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