A NOVA CRISTANDADE

Estamos vivendo um momento de aridez intelectual. Assombra-me a incapacidade dos que lideram a igreja em debater questões prementes de nosso tempo, ou por total falta de conhecimento, ou por total falta de comprometimento.

ASSOCIAÇÕES INTEGRANTES DO ECAD

A Assembleia Geral, formada pelas associações musicais, é responsável pela fixação dos preços e regras de cobrança e distribuição dos valores arrecadados.

PRINCIPAIS GRAVADORAS DO MERCADO BRASILEIRO

Aqui você encotrará valiosas informações sobre as principais gravadoras do mercado fonográfico brasileiro, como endereço, e-mail, site e telefone

FONES DE OUVIDO DEBAIXO DA ÁGUA

O "Audio Bone Aqua" é colocado nas orelhas e transmitem diretamente para o crânio as vibrações geradas pela música. Este sinal se propaga assim para o ouvido interno, sem que o tímpano entre em ação.

LEI TORNA ENSINO DE MÚSICA OBRIGATÓRIO NAS ESCOLAS

A música vai conquistar diversos espaços nas escolas públicas e particulares. Segundo especialistas, a aprovação da Lei nº 11.769, desde agosto de 2008, representa um chamado à formação mais humana dos educandos, em que se possibilita o desenvolvimento de habilidades motoras, de concentração, além da sensibilidade para a percepção estética, capacidade de análise e crítica e de respeito ao outro.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Acordes corrompidos: uma análise da influência que o cifrão provoca na arte


Desde a consolidação da música como uma das maiores fontes de venda da Indústria Cultural, compositores e intérpretes lançam a varejo e atacado seus álbuns no mercado do ramo diariamente pelo mundo afora. A grande maioria é formada por artistas profissionais que independente de suas abstrações criativas para com a arte, exercem naturalmente seus trabalhos na simples prestação de serviços em troca de remuneração. Nada mais justo. Mas como a música trata-se de uma indústria milionária, como está implícito no início do texto, a politicagem dos cartolas é que normatiza o que será sucesso ou o que está fadado ao fracasso.

Que o meio artístico, em específico o da música, é medíocre e corrupto, não chega a ser novidade. A corrupção está latente em qualquer ramo de atividade de nosso sistema capitalista neo-liberal. A letra de "If Money Talks", da banda Jason & The Scorches, fala um pouco disso. O fato é que isso influencia diretamente no produto acabado pronto para ser consumido. No caso a música. Há muito que surgem, no chamado “jabá”, grupos embalados, pasteurizados com conservantes para durarem com sucesso supervisionado no mainstream. Hoje já existe um outro sentido para “O Nascimento da Tragédia no Espírito da Múscia” descrito por Nietzsche em 1871.
 
Quantos artistas, do gosto pessoal do leitor, tornaram mais melódicas suas canções, mudaram seus estilos, apaziguaram suas temáticas ou redirecionaram seus trabalhos em busca de melhores vendas, aceitação no mercado ou fuga do empresariado pressionista? "Reign In Blood" de 1986, foi um disco tão pesado que o Slayer foi obrigado a “soar mais leve” no trabalho posterior. Se conferida a melodia vocal da música "Behind The Crooked Cross" do disco "South Of Heaven" de 1988 pode-se chegar a conclusão de que a mesma tem ritmo pra discoteda e academia de fitness. Não esqueçam de que todo músico profissional tem seu empresário promoter que tem como uma de suas funções a orientação (que quase sempre assume caráter de interferência) na música do artista para melhor veiculação.
Mesmo levando em consideração que a maior parte da renda desses artistas é proveniente de shows ao vivo, sabe-se que bandas maravilhosas encerraram suas atividades por briga de percentuais. Como disse o Pink Floyd: "money so they say. Is the root of all evil today". Outras retornaram, na onda do revival, como caça-níqueis deixando em segundo plano o teor artístico de suas músicas. No filme "The Great Rock ‘N’ Roll Swindle", os Sex Pistols assumem corajosamente que a banda foi um enlatado, produzido por Malcom McLaren, que deu certo. Trata-se de um isolado, mas significativo, caso de faixismo (visto que eles pregam o “lucro sujo”) perdoado pela sinceridade descompromissada. Várias são as produções que deixam a desejar por falta de investimentos que merecidamente refinariam mais o trabalho. Inúmeras são as informações errôneas divulgadas visando apenas o lucro. "Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band" dos Beatles, foi o primeiro álbum conceitual da história da Indústria Fonográfica! Certo? Errado! Antes do clássico disco citado, "Freak Out!" do Frank Zappa & The Mothers Of Invention já havia sido lançado como um álbum conceitual. Porém, o próprio Zappa parodiaria os fab four e esse equívoco ignorado pela grande massa, no disco "We’re Only In It For The Money" em 1968. Artistas sérios são prejudicados pela pirataria que é fomentada pela própria Indústria Fonográfica que contrata o artista (isso daria uma excelente tese de doutorado em “economia corrupta”). A arte gráfica do disco "Steal This Album!" do System Of a Down, que inteligentemente não tem arte gráfica, ilustra muito bem esse sistema decadente. Até mesmo o polêmico Planet Hemp dizia “...é por isso que o Planet Hemp nunca vai se acabar!” e seu front man, Marcelo D2, vivia acusando de hipocrisia os jogadores de futebol que apareciam na TV em comerciais de cerveja. Não demorou muito para a banda acabar de uma maneira muito maquiavélica, os empresários, interessados na ruptura, simplesmente fomentaram a carreira solo dos principais integrantes, deixando-os sem tempo e sem motivação financeira para dedicaram-se exclusivamente à banda. Logo depois, o próprio Marcelo apareceria vendendo cerveja na televisão, em horário nobre, evidentemente na troca de uma gorda conta bancária. Então você vê seu grupo predileto num infinito ciclo vicioso até ele ser reformulado ou simplesmente desfeito pelo bel prazer de espectros engravatados movidos a Chivas e caviar.
Esse textículo faz uma pequena análise comportamental da influência do interesse capitalista em apenas um segmento de música, no caso, o rock. Imagine se aprofundassemos a análise para os vários outros estilos existentes, não só da música, mas da arte em geral. Certamente que iria ser necessário vários meses de austera pesquisa onde gráficos, depoimentos de especialistas, entrevistas com protagonistas e coadjuvantes, levantamentos estatísticas e dados financeiros ilustrariam a triste realidade de que mentiras, drogas, mentiras, prostituição, mentiras, mediocridade e um pouquinho de mentiras sempre estarão por trás dos souvenirs produzidos em série, das credenciais Very Important People, da última entrevista concedida e dos lançamentos do próximo mês que virão acompanhados do clichê “esse é o melhor trabalho que nós já fizemos em toda nossa carreira!”. Não que seja necessário filtrar seletivamente o que venha a ser consumido, até porque não sobraria quase nada, mas em observação analítica sobre determinada obra, é possível melhor compreensão psicológica do resultado final, tanto das composições, arranjos e letras quanto da arte gráfica e postura do grupo. Se explorado, o raciocínio pode tirar dúvidas esclarencendo pontos obscuros e oferecendo sentidos alternativos para quem deseja entender um pouco mais a arte e o artista do que simplesmente escutar a música.

Pianista Toca Tema de Mario com Uma Mão

Tocar o tema de Super Mario no piano não tem nada de novo, mas tocar todo o arranjo musical com uma mão só ja é outra história!





Música Japosesa

A música é uma das maiores manifestações culturais das sociedades, uma vez que todas essas a detêm.
Não importa se é moderna ou tradicional, muito menos o ritmo. As músicas podem ser religiosas ou não, podem expressar sentimentos, adoração, tradição entre outros. 

Na cultura japonesa a música é dividida em dois tipos distintos, a clássica e a folclórica.

A modalidade clássica possui uma variedade distinta de ritmos e estilos ocorridos ao longo da história japonesa. 

Entre os anos 710 a 794, que representa a era Nara na qual ocorreu a interatividade cultural do Japão com a China, a corte japonesa adotou o Gagaku.

Na era Heian, que se desenrolou entre 794 a 1192, ocorreram grandes evoluções musicais.

O gagaku é cativado pela nobreza, essa música compõe cerimônias na companhia de danças, o som advém de instrumentos musicais de sopro (flauta vertical e flauta horizontal), instrumento de cordas (harpas horizontais) e instrumentos de percussão.

Entre 1192 e 1603, que corresponde à era Azuchimomoyama, houve grandes evoluções na música, especialmente nos instrumentos.

Nas primeiras décadas do século XX, quando o mundo já contava com uma série de tecnologias musicais, foram inseridas nas músicas japonesas mais antigas reformulações e arranjos. 

Música Celta


O termo música celta refere-se aos estilos populares da IrlandaEscóciaGalizaPaís de Gales e Bretanha, que usavam as formas tradicionais de danças e os improvisos dos trovadores. É caracterizada pelo ritmo vigoroso das danças, a utilização de flautas e de rabecas, e o uso delínguas locais nas letras das músicas.
Somente a partir dos anos 1960, com o Movimento Nacional Irlandês, o universo "celta" popularizou-se nos Estados Unidos e marcou o cenário pop das décadas de 6070 e 80. Nos anos 1990, explodiu nas paradas mundiais com o New Age e artistas como Enya.
As subdivisões mais comuns são: New Age, Tradicional, Fusion e Folk.

Instrumentos
Os instrumentos usados hoje para a execussão da música celta são todos modernos,entretanto, existiram instrumentos antigos como a flauta celta, composta de furos exclusivos na frente feita de bambú, e outros como pandeiros feitos com pele de animais. Os instrumentos utilizados hoje para a execução destas músicas são, quase todos, inventados ou transformados no Século XVII e XVIII, devido a dificuldade de manter o controle da nota na flauta original celta (sem chaves para modular as oitavas a flauta exigia certa habilidade do músico e imprecisão de afinação devido ao diâmetro do bambu ser diferenciado) , por isso, flauta de bambú foi substituída por outras de melhor material a fim de atingir um padrão de afinação. A música folclórica irlandesa conservou fortes traços da música barroca, onde a "música celta" tem as suas verdadeiras raízes. Além da flautaviolinoharpa e concertina (conhecidas na maior parte do mundo), ainda existe um importante instrumento de percussão pouco conhecido, chamado bodhrán.


Festivais Celtas

Festival Internacional do Mundo Celta de Ortigueira (Ortigueira, Galiza). Yn Chruinnaght (Isle of Man). Celtic Colours (Cape Breton, Nova Scotia). Celtic Connections (Glasgow, Scotland). Festival Interceltique de Lorient (Lorient, Brittany). Fleadh ceol na hEireann (Tullamore, Ireland). Festival Intercéltico de Sendim (Sendim, Portugal).


Conjuntos importantes

Lúnasa - Dervish - The Dubliners - Flook - Luar na Lubre - Solas - Altan - Old Blind Dogs - Battlefield Band - Berrogüetto - Bothy Band - Danu - Planxty - Celtic Woman - Loreena McKennitt - Gráda - Eluveitie - Dundalk - Merrow - Enya - Braia - The Chieftains - Quinta do Bill (Portugal) - Quadrilha (Portugal) - Tuatha de Danann (Brasil)

Música Africana


África é um continente com um leque enorme de diversidade étnicacultural e linguística. Uma descrição geral da chamada música africana não seria possível dada a quantidade e variedade de expressões. No entanto, existem semelhanças regionais entre grupos desiguais, assim como as tendências que são constantes ao longo de todo o comprimento e a largura do continente africano.
música da África é tão vasta e variada como as muitas regiõesnações e grupos étnicos do continente. Embora não haja distintamente música pan-africana, não são comuns formas de expressões musicais, especialmente no interior das regiões.
Segundo o etno musicólogo Alan P. Merriam (1923 - 1980) a música do Norte de África e partes da região do Saara, têm uma ligação à música européia e oriental mais que da metade da África sub-saariana que de certa forma deu inicio influenciando e sendo influenciada por variados estilos musicas tais como sambabluesjazzreggae e rap inspirados nas tradições africanas dos escravos transferidos a diferentes pontos do mundo em relações comerciais, com retorno de escravos livres e comerciantes.
Ainda segundo esse autor do livro The Anthropology of Music entre outros sobre o tema a música deve ser estudada em três níveis de análise: conceituação sobre música, comportamento em relação à música e som de música ou a música propriamente dita.
Udu, um dos instrumentos característicos damúsica igbo.
Xavier Vatin estudou nações de candomblé na Bahia (descendentes de distintas nações e grupos étnicos africanos) quanto ao seu patrimônio musical específico. Reuniu dados históricos, etnográficos, lingüísticos e confrontando-os no respeito da pertinência relativa a sua origem, interpenetrações de civilizações e revelou a existência de constantes e divergências, bem como de um número considerável de empréstimos e influências recíprocas tanto no plano etnográfico como estritamente musical. Sinteticamente falando encontrou 20 toques: 8 são originários da nação Ketu; 7 originários da nação Jêje; 4 da nação Angola e um total de 15 empréstimos recíprocos. Analise similar tem sido feita nos grandes grupos etno-linguísticos africanos bem como da música popular da Áfricacorrelacionando estas com a denominada música negra ao redor do mundo.
Geografia etnomusical
mapa geo-político da África dividido para fins de Etnomusicologia, por Alan P. Merriam, 1959.
A África é um grande continente e as suas regiões e nações possuem distintas tradições musicais. É relevante, a música do norte da África (região vermelha no mapa) tem uma história diferente da musica da África Sub-saariana.
  • Norte de África é a sede da cultura mediterrânica que construiu o Egito e Cartago, antes de ser governado sucessivamente por gregos, romanos e godos e, de tornar-se, em seguida, o ocidente (Magrebe) do mundo árabe. Como os gêneros musicais do Vale do Nilo e do Nordeste africano (região azul-celeste e verde-escuro no mapa), a sua música tem laços estreitos com música doOriente Médio.
  • África Oriental Madagascar e ilhas do Oceano Índico (regiões verde-claro no mapa) áreas ligeiramente influenciadas pelamúsica árabe e também pela música da Índia, da Indonésia e da Polinésia. No entanto, nas populações indígenas as tradições musicais são principalmente em sua maioria típica da áfrica sub-saariana de línguas nigero-congolesas.
  • África do Sul, Central e Ocidental (regiões marromazul-escuro, e amarela no mapa) caracterizam-se também na ampla tradição musical subsaariana, mas também possuem influências vindas da Europa Ocidental e América do Norte. A música e as formas de dança da diáspora Africano, incluindo a música afro-americana e muitos gêneros caribenhos como socacalipso(gêneros afro-caribenhos), zouk (musica antilhana) e gêneros musicais latino-americanos como a salsarumba, e outros derivados do clave-ritmo (cubano), se originaram com diversos graus de variação na música dos escravos africanos, que por sua vez influenciou a música popular africana.

Música Chinesa


 As origens da música nacional podem ser encontradas na primitiva sociedade chinesa e está estreitamente relacionada ao desenvolvimento da economia social e aos múltiplos intercâmbios culturais com o exterior. Há cerca de 3.000 anos, quando a música européia estava experimentando seus primeiros sopros de vida, a China possuía uma completa teoria musical e sofisticados instrumentos, devido, sobretudo, ao ritual da música ortodoxa defendida por Confúcio.
Na Dinastia Han (206 a.C. -220 d.C.), o tribunal imperial montou uma Agência Musical, encarregada de coletar e editar melodias antigas e baladas populares. Devido aos contatos comerciais com a Ásia Central, a música estrangeira entrou na China na forma, por exemplo, do pipa, ou alaúde, e o hu-ch'in, um violino tocado verticalmente. Inspirados nestes instrumentos, os compositores da época modificaram e melhoraram a música chinesa.
As variações de ritmo, batida, qualidade e estética chinesas são completamente diferentes das ocidentais. Isto se deve principalmente aos sons únicos e aos vários estilos dos tradicionais instrumentos musicais nacionais.
Os instrumentos musicais chineses podem ser divididos em quatro categorias básicas: sopro, curva, arranque e golpe. O desenvolvimento da música chinesa divide-se em três períodos: formação (século 21 a.C - século 3 d.C), período de desenvolvimento(século 4 - século 10) e período de reajuste (século 10 - século 19).
Durante o período de formação, a musica chinesa formou-se passo a passo e criou as bases para o seu futuro desenvolvimento; no período de desenvolvimento, a música chinesa conheceu grandes mudanças. Por um lado, a música estrangeira contribuiu para o desenvolvimento musical nacional e, por outro, a música chinesa começou a exercer influências no exterior; no período de reajuste, a cultura musical chinesa representada, pelas óperas e músicas, manteve estreito relacionamento com as classes populares, caracterizando-se por seus costumes e caráter social.

Música Indiana


A cultura indiana não faz distinção entre passado, presente e futuro. Há apenas o aj ("hoje") e o kal (que significa tanto "ontem" como "amanhã"). Essa concepção do tempo transparece na prática musical: enquanto a tradição ocidental define o início e o fim de uma composição, a execução da música da Índia parece surgir e desaparecer como por acaso.

A música indiana se executa em concertos por pequenos conjuntos, além de ser uma forma popular de expressão religiosa e acompanhamento essencial em muitas festividades que incluem danças e narrativas tradicionais. Alguns virtuoses notáveis -- sobretudo Ravi Shankar, compositor e citarista -- tornaram-se mundialmente famosos.

Enquanto a música ocidental divide a oitava em 12 partes iguais, a indiana utiliza 22 intervalos, que se agrupam para formar os intervalos maiores que constituem as várias escalas e modos. Na teoria clássica (pré-cristã) existiam duas escalas principais de sete notas, concebidas como seqüências de intervalos ascendentes. Cada nota, tomada como a principal (tônica) da escala a que pertencia, dava origem a 14 modos ou murchanas, agrupados em sete pares. Em cada par, um dos modos era considerado como suddha-jati (modo puro) e divergia do outro apenas quanto à afinação da notapa, principal diferença entre as escalas básicas. Acrescentaram-se a isso 11 modos mistos (vikrta-jatis), derivados por combinação de dois ou mais modos puros.

Raga e tala. Não se pode precisar quando o sistema de jatis caiu em desuso. O termo raga -- que em sânscrito quer dizer "cor", "paixão" -- refere-se à experiência emocional provocada pela música e foi usado a partir do século VII. No século X, Matanga afirmou no Brhaddesi, importante texto sobre a música indiana antiga, que os ragas eram derivados dos jatis, mas há controvérsias quanto a isso.

Uma mesma escala pode servir de base a vinte ou trinta ragas. A cada um corresponde uma tessitura melódica, bem como uma nota que se destaca em particular, que contrasta com a tônica, além de ornamentos, breves fragmentos melódicos e padrões rítmicos que o tornam mais facilmente identificável. Assim, fica definido de forma característica um universo sonoro que serve de base à improvisação.

música é invariavelmente acompanhada de um som grave e contínuo que reafirma a tônica. Pela utilização de determinadas notas, pela ênfase que dá a algumas delas, pelo modo de passar de uma nota a outra e construir asmelodias, o intérprete cria uma atmosfera subjetiva (rasa) única, pertinente ao raga utilizado, que varia segundo a hora do dia ou da noite. Um raga do alvorecer, como por exemplo o tori, induziria a um estado de espírito inadequado a outras horas do dia. A execução de um raga dura meia hora ou mais. Pode ser inteiramente improvisada ou recorrer também à repetição de trechos já memorizados anteriormente.

ritmo e a métrica indianos baseiam-se no tala, ciclo de tempos musicais cujo número pode variar de 3 a 128 e que se repete no decorrer da música. Na organização interna de um tala, os tempos não se agrupam de forma simétrica e regular, como é comum no Ocidente. Mesmo quando as subunidades são numericamente idênticas, outras diferenças funcionais estão presentes. Por exemplo, o tala conhecido como tin-tala consiste de 16 tempos e pode se assemelhar superficialmente ao compasso quaternário, já que se divide em quatro grupos de quatro. Os grupos, no entanto, não são iguais: o primeiro é o mais forte e o terceiro o mais fraco. Não há nada equivalente na música ocidental, cuja unidade métrica -- o compasso -- não comporta tal quantidade de informações e deixa as variações sutis de dinâmica a cargo de indicações interpretativas feitas pelo compositor ou ainda a critério do executante. Em geral, o tala é explicitado na música por um tambor, mas o ciclo rítmico deve estar claro na mente do solista mesmo quando não é audível em sua forma completa. O raga e o tala são também a base estrutural da música paquistanesa.


História
música indiana formou-se ao longo de seis mil anos, por numerosos povos. Ao chegarem à Índia, procedentes da Ásia ocidental, os arianos introduziram ensinamentos e rituais que foram mais tarde reunidos nos quatro Vedas (veda, "conhecimento"), cada um com seu estilo próprio de recitação. No Rigveda, as palavras assumem grande importância, enquanto no Samaveda ("conhecimento dos cantos") são apenas veículo da voz. À tradição védica, uniram-se as canções dos povos dravídicos. A arte clássica consistia no gita (música vocal), vadya (música instrumental) e nrtya (dança interpretativa).

Durante os primeiros séculos da era cristã, a difusão do budismo levou a música indiana pelo Tibet, China, Coréia e Japão, onde algumas formas vivas ainda atestam essa influência, também presente no Sudeste Asiático, Indonésia, Myanmar e Tailândia. Após o período de predominância helênica e budista (c.250 a.C.-600 da era cristã), a música religiosa hindu ressurgiu, ao lado de novos instrumentos e textos teóricos. O Brhaddesi foi escrito no século X e o Sangitaratnakara, de Sarngadeva, considerado um marco na história da música indiana, surgiu no século XIII.

Durante o período de domínio islâmico, especialmente a partir do século XIV, a música indiana valorizou-se e sofreu forte influência da música árabe. Com o colapso do império mogol no século XIX e a consolidação do domínio britânico, embora amúsica continuasse a ser patrocinada pelas cortes, a antiga opulência desapareceu. Houve uma contínua evoluçãomusical do período islâmico até o presente, com mínima influência da música ocidental, manifesta apenas no uso deinstrumentos alheios à antiga tradição, apesar das diferenças entre os sistemas de afinação das duas culturas.

A partir de meados da década de 1950, a música indiana foi executada regularmente no Ocidente. Na década seguinte, especialmente com The Beatles e com o violinista americano Yehudi Menuhin, surgiram pela primeira vez elementos dessamúsica na produção ocidental.

Alguns Pontos a Respeito da Origem da Música

Origem Etimológica

A palavra música tem sua origem etimológica no grego musiké téchne (A Arte das Musas), que, na Grécia Antiga, era empregada para designar não somente a música em si, mas também a poesia e o teatro. Porém, há indícios de que desde a pré-história já se produzia música. Para se ter uma idéia, é mais ou menos do ano de 60.000 a.C. o vestígio de uma flauta de osso e de 3.000 a.C. a presença de liras e harpas na Mesopotâmia.

História da Música versus Etnomusicologia

Muitos teóricos e estudantes entram em conflito quanto à verdadeira “história da música”, pois muitos dos livros que temos se estreitam apenas na história ocidental e ignoram as demais culturas e civilizações orientais. Fato que começou a ser melhor trabalhado com a inserção dos estudos de etnomusicologia.

Esoterismo na Música

Levando em conta os estudos de etnomusicologia podemos constatar que, já na antiguidade, o homem considerava a música não como uma arte, mas sim como uma dádiva divina, um poder oculto manifesto no Ser. Esta perspectiva encontra-se igualmente nas obras antigas, nas quais a música aparece, frequentemente, associada a uma origem divina, aos mitos, a uma ideia de sobrenatural ou ainda aos elementos cósmicos.
Na Índia, segundo a tradição, o próprio Brahma ensinou o canto ao profeta Narada e este, por sua vez, transmitiu-o ao resto dos homens.

Na China, considerava-se que os princípios da música seriam os mesmos do Eterno Sagrado,huang chung, expressão que tanto se referia ao tom fundamental da música chinesa como, no sentido simbólico, à autoridade divina.

No Egito, antes do ano de 4000 a.C., a música também era recorrente nos ritos, cerimônias religiosas e militares, festas, etc. Para os egípcios, o Deus Toth criou o mundo através dos sons.

Os babilônios e os gregos relacionavam o som com o cosmos através de uma concepção matemática das vibrações acústicas, representadas numericamente e expressas, inclusive, na astrologia.

Música e Filosofia

Já dizia Beethoven que: “a música é a revelação superior a toda sabedoria e filosofia.” E é nesse contexto que encerro o segundo post sobre Musicosfia, deixando algumas idéias a par da música, proferidas por grandes pensadores:

“O homem que não tem a música dentro de si e que não se emociona com um concerto de doces acordes é capaz de traições, de conjuras e de rapinas.” (Shakespeare)

A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende.” (Arthur Schopenhauer)

“A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.” (Aristóteles)

Minhas crianças, por que é que não aprendem canções? Elas são capazes de vos dar encorajamento e estímulo; elas podem ensinar-vos a observar e a preservar as coisas; elas podem ensinar-vos a associar, a compreender com profundidade; elas são capazes de apagar a vossa raiva; elas ensinam-vos a ouvir o vosso pai, que conhece todas as regras que regem a vossa longa caminhada; elas ensinam-vos os nomes dos pássaros, dos animais, das árvores.” (Confúcio)

“A música é um meio mais poderoso do que qualquer outro porque o ritmo e a harmonia têm a sua sede na alma. Ela enriquece esta última, confere-lhe a graça e ilumina aquele que recebe uma verdadeira educação.” (Platão)

“Toda a música tem por Ideia a forma do Nome divino. Oração desmitificada, liberta da magia do efeito, a música representa a tentativa humana, por mais vâ que ela seja, de enunciar o próprio Nome em vez de comunicar significações.” (Theodor Wiesengrund Adorno)

Fonte - Liber Imago

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