segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Alguns Pontos a Respeito da Origem da Música

Origem Etimológica

A palavra música tem sua origem etimológica no grego musiké téchne (A Arte das Musas), que, na Grécia Antiga, era empregada para designar não somente a música em si, mas também a poesia e o teatro. Porém, há indícios de que desde a pré-história já se produzia música. Para se ter uma idéia, é mais ou menos do ano de 60.000 a.C. o vestígio de uma flauta de osso e de 3.000 a.C. a presença de liras e harpas na Mesopotâmia.

História da Música versus Etnomusicologia

Muitos teóricos e estudantes entram em conflito quanto à verdadeira “história da música”, pois muitos dos livros que temos se estreitam apenas na história ocidental e ignoram as demais culturas e civilizações orientais. Fato que começou a ser melhor trabalhado com a inserção dos estudos de etnomusicologia.

Esoterismo na Música

Levando em conta os estudos de etnomusicologia podemos constatar que, já na antiguidade, o homem considerava a música não como uma arte, mas sim como uma dádiva divina, um poder oculto manifesto no Ser. Esta perspectiva encontra-se igualmente nas obras antigas, nas quais a música aparece, frequentemente, associada a uma origem divina, aos mitos, a uma ideia de sobrenatural ou ainda aos elementos cósmicos.
Na Índia, segundo a tradição, o próprio Brahma ensinou o canto ao profeta Narada e este, por sua vez, transmitiu-o ao resto dos homens.

Na China, considerava-se que os princípios da música seriam os mesmos do Eterno Sagrado,huang chung, expressão que tanto se referia ao tom fundamental da música chinesa como, no sentido simbólico, à autoridade divina.

No Egito, antes do ano de 4000 a.C., a música também era recorrente nos ritos, cerimônias religiosas e militares, festas, etc. Para os egípcios, o Deus Toth criou o mundo através dos sons.

Os babilônios e os gregos relacionavam o som com o cosmos através de uma concepção matemática das vibrações acústicas, representadas numericamente e expressas, inclusive, na astrologia.

Música e Filosofia

Já dizia Beethoven que: “a música é a revelação superior a toda sabedoria e filosofia.” E é nesse contexto que encerro o segundo post sobre Musicosfia, deixando algumas idéias a par da música, proferidas por grandes pensadores:

“O homem que não tem a música dentro de si e que não se emociona com um concerto de doces acordes é capaz de traições, de conjuras e de rapinas.” (Shakespeare)

A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende.” (Arthur Schopenhauer)

“A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição.” (Aristóteles)

Minhas crianças, por que é que não aprendem canções? Elas são capazes de vos dar encorajamento e estímulo; elas podem ensinar-vos a observar e a preservar as coisas; elas podem ensinar-vos a associar, a compreender com profundidade; elas são capazes de apagar a vossa raiva; elas ensinam-vos a ouvir o vosso pai, que conhece todas as regras que regem a vossa longa caminhada; elas ensinam-vos os nomes dos pássaros, dos animais, das árvores.” (Confúcio)

“A música é um meio mais poderoso do que qualquer outro porque o ritmo e a harmonia têm a sua sede na alma. Ela enriquece esta última, confere-lhe a graça e ilumina aquele que recebe uma verdadeira educação.” (Platão)

“Toda a música tem por Ideia a forma do Nome divino. Oração desmitificada, liberta da magia do efeito, a música representa a tentativa humana, por mais vâ que ela seja, de enunciar o próprio Nome em vez de comunicar significações.” (Theodor Wiesengrund Adorno)

Fonte - Liber Imago

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